C om que frequência você costuma ir a um consultório médico? Pelo menos uma vez ao ano para fazer uma avaliação da sua saúde ou quando os sintomas são tão evidentes que é impossível não atender aos “sinais de alerta”?

O receio de descobrir uma doença grave afasta muitas pessoas do acompanhamento clínico periódico. A demora em buscar atendimento adequado ocasiona um elevado número de pacientes que descobrem uma doença grave em fase mais avançada, a exemplo do câncer, o que limita as possibilidades terapêuticas.

É importante salientar que, quando diagnosticado em estágio inicial, esse agravo possui grande possibilidade de cura, habitualmente através de tratamentos menos invasivos. Por exemplo, o câncer de mama, responsável por 25% dos novos casos de câncer a cada ano no Brasil. Quando descoberto precocemente, há aproximadamente 95% de chance de cura. Observa-se similaridade com o câncer de próstata, ao ser diagnosticado em fase inicial, o tratamento poderá atingir 90% de sucesso.

Caso o câncer de próstata seja detectado em estágio avançado, essa perspectiva cai para 10% a 20%, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Os números acima demonstram a importância de valorizar a prevenção, uma vez que muitas doenças, inclusive as referidas anteriormente, são geralmente assintomáticas no estágio inicial. Então surge o questionamento: como vou descobrir se tenho alguma enfermidade sem ter nenhum sinal? A resposta é simples: os exames periódicos são responsáveis por apontar alterações incipientes no funcionamento do nosso organismo, o que pode evitar a descoberta tardia de enfermidades graves.

Nos homens, exames de sangue e avaliação clínica poderão revelar precocemente a existência de anormalidades na próstata, possibilitando o imediato tratamento. Outro aspecto importante consiste em reconhecer anormalidades no funcionamento de seu próprio corpo. Na constatação de qualquer sinal de alteração, você deve procurar atendimento médico.

Estima-se que a maior expectativa de vida apresentada pelas mulheres também esteja relacionada a um “comportamento preventivo”, habitualmente buscando acompanhamento médico rotineiro e ao surgimento de qualquer sintoma. É importante estender esse padrão de comportamento aos homens, que devem abdicar de receios ou pudores ao compartilhar seus anseios com alguém habilitado a diagnosticar e tratar corretamente uma possível doença.

Adicionalmente, hábitos e cuidados diários podem fazer a diferença em longo prazo. Um estilo de vida saudável não se define apenas através do consumo de bons alimentos, pois há outras medidas que não devem ser subestimadas: controle do peso, exercícios regulares e o não uso de substâncias nocivas ao organismo. Cabe ressaltar que o consumo de álcool, o tabagismo e a obesidade são os principais fatores de risco para o desenvolvimento dos principais tipos de câncer no Brasil.

Por esses motivos, campanhas como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, bem como inúmeras outras voltadas à prevenção, devem ser levadas a sério. Essas campanhas alertam para o problema e clamam pelo engajamento da sociedade na adoção de medidas preventivas, para que você leitor não seja mais um número preocupante na estatística dessas doenças.

Fique atento e procure regularmente um médico.