Um negro na presidência dos Estados Unidos. Um homem com um nome que lembra o terrorista mais procurado do mundo? O que faz de Barack Obama um sucesso é a vontade de mudar dos americanos. Um jovem político, esclarecido, com idéias liberais admiradas até mesmo pelos rivais da maior potência econômica e bélica entre os países da terra.

O carisma, a juventude (talvez, o Kennedy negro!) e a ideologia de transformação dos Estados Unidos podem levar Obama a ser o próximo presidente americano. Essa idéia de mudança tem muito a ver com o que ocorreu no Brasil, quando os eleitores colocaram Lula na presidência. No entanto, o efeito contrário ocorrido aqui não parece se repetir por lá.

Corrupção, laranjas, dinheiro na cueca, mensalão, escândalos, será que Barack Obama deixará ocorrer este tipo de coisa nos Estados Unidos?
A esperança da população é que este negro, descendente de africanos, traga paz, prosperidade e tempos melhores aos Estados Unidos. Já tem gente comparando o senador democrata ao Super-Homem. As pesquisas de intenção de voto já dão vantagem a Obama sobre a sua principal concorrente: Hillary Clinton. Alguém duvida que o presidente sairá da disputa entre os democratas?

Percebe-se que a promessa de líder realmente estimulante é Barack Obama. Com o especialíssimo background em termos raciais e étnicos e o forte simbolismo associado (pai africano do Quênia, mãe branca do Kansas e, de quebra, meia-irmã semi-indonésia, portando e ligando-se a nomes e sobrenomes que soam como os de inimigos mortais dos Estados Unidos no período recente); podendo reclamar, como o fez, a condição de herdeiro do movimento dos direitos civis; graduado e pós-graduado por algumas das melhores universidades do país; com o vigor intelectual e pessoal que transparece fortemente na qualidade de sua oratória, combinando-se à imagem de integridade para, ao que indica sua carreira até aqui e a campanha que conduz brilhantemente na disputa da candidatura do Partido Democrata, torná-lo capaz de mobilizar o eleitorado estadunidense de maneira que há tempos não se via; a luta pelo acesso à presidência nos Estados Unidos não só do conflito racial ainda presente, mas das mudanças significativas, do peso eleitoral do dinheiro, da infeliz conjunção do 11 de setembro com Bush no poder e da sombria e desastrada “guerra ao terrorismo”, e agora da crise econômica; tudo parece justificar a expectativa de que a eventual vitória de Obama na eleição venha a redundar em experiência singular e rica em planos diversos.

E, para finalizar, como estamos em ano de eleições municipais, não é possível visualizar um (pré) candidato à prefeitura de Tubarão com as características que, ao menos, se assemelham a Barack Obama. Bom, aí também é querer demais, até porque tem político que assume o posto, chega com uma proposta jovial e inovadora e, na prática, o que se vê? A resposta você encontra nas condições precárias das ruas, da saúde pública, do nepotismo…