A notícia de que a nova CPMF, ou CSS (Contribuição Social para a Saúde), foi aprovada na câmara dos deputados é, sem dúvida, algo que nos leva mais uma vez à reflexão. Até onde precisamos ir para manifestar a nossa dificuldade, enquanto empresários, de lidar com um sistema tributário tão agressivo e capaz de dificultar a ações pelo desenvolvimento?

O que justificaria a criação de mais um imposto, depois de todo o esforço feito pela extinção do anterior, a CPMF, se vivemos dias de arrecadação recorde no país? O que faremos com a conseqüente alta dos preços, redução do consumo, aumento da inflação e tantos outros problemas decorrentes de mais um novo imposto?

É claro que a saúde precisa de recursos. Mas, como no meio empresarial, é necessário que a máquina pública enxugue seus custos, reduzindo seus gastos, a fim de atender as necessidades da população sem onerar ainda mais a força econômica do país, o que se reflete diretamente no ônus maior à população.

A classe empresarial manifesta-se contrária à criação de mais impostos. Somos favoráveis à reforma tributária, desde que todos os envolvidos neste processo – governo, empresários, trabalhadores – sejam consultados e dêem sua parcela de contribuição em favor de que cheguemos a um consenso. O que o cidadão brasileiro não pode é continuar pagando o alto preço dos impostos, que incentiva a sonegação e poda muitas vezes o empreendedorismo.