Pode parecer natural analisar (de modo visionário) a situação deprimente e decadente da sociedade moderna. Como os únicos seres estabelecidos de inteligência, salvo pequenas exceções de criaturas em evolução, sabemos muito bem o que queremos e o que podemos fazer individualmente ou coletivamente. Nossa imaginação fértil e impulsiva de querer mais e mais, não obstante as condições cronológicas, posição multidisciplinar que ocorre com todos, independentemente de idade ou situação social. Com o decorrer dos anos, a transformação gradual em ritmo acelerado em todos os aspectos, fundamentalmente, foi a causadora dos mais terríveis e sérios problemas das relações humanas.

O principal ponto de desequilíbrio pode ter sido o descontrolado crescimento demográfico no mundo. Chegou-se a comentar no passado por especialistas que tal fato poderia ocasionar privação de viveres. Isto não aconteceu. Em escala rápida, a imperfeição de cada um de nós, mesmo em condição normal, metamorfoseou de maneira gritante o modelo do círculo em que vivemos. Em todos os lugares, onde existe agrupamento de pessoas, a temática sempre recorrente ao sucesso no mundo do trabalho é falada, quer seja nas empresas, clubes, escolas, instituições de ensino superior, igrejas e na sociedade em geral.

Entre tantas questões conflitantes, o grande mistério dos fatos, em discussão, continua sendo como acomodar milhares de pessoas na faixa etária economicamente ativa e, ao mesmo tempo, no convívio social íntegro. Difícil, não? Equacionar problemas de proporções alarmantes é um grande desafio das autoridades. Uma pergunta que talvez hoje muitos dos intelectuais estivessem na dúvida e não saberiam responder. Embora a cibernética, ciência que estuda os mecanismos de comunicação e de controle nas máquinas e nos seres, a tecnologia de ponta que mudou radicalmente o jeito de ser e de viver das pessoas, ainda que toda esta modernidade tenha acontecido de forma abrangente, falta muito para chegar pelo menos perto deste emaranhado e enigmático jogo da vida.

Mas, convenhamos, lá no século 19, o economista, filósofo judeu-alemão, Karl Marx pregava abertamente a criação de uma sociedade sem distinção e igualitária. Será que sua teoria estava certa ou errada?
O declínio do sistema de incorporação dos meios de produção de bens e propriedades, de repartição, entre todos, do trabalho comum e dos objetos de consumo à coletividade ficou reduzido a poucos países como China, Vietnã, Coreia do Norte e Cuba que de socialismo somente utopia, pois na realidade não passa de uma grande ditadura. Apesar de experimentarmos métodos de governos e administrações diferentes, pasmem, ainda há muita dúvida quanto à ordem e processos que foram e deverão ser empregados para alcançarmos a harmonização pena de oferecer e receber.

A ideia que se tem é que nossos políticos e gestores públicos estão muito além do que deveriam ser. Sem dúvida alguma, precisamos nos alertar, em todas as circunstâncias, sobre este labiríntico e gigantesco núcleo sólido e líquido que gira em torno do Astro-Rei.