Fui eleito senador em 2010 com 1.588.403 votos em campanha histórica, disputada voto a voto, construída com o meu eterno amigo Luiz Henrique da Silveira. Os primeiros anos do mandato foram muito difíceis. O governo do PT virou as costas a Santa Catarina e aos que a ele faziam oposição. Não me entreguei. Permaneci firme, combatendo e denunciando os malfeitos do governo petista até o impeachment.

Não fiz tudo o que desejei, mas sinto-me com o dever cumprido. Consegui em oito anos destinar recursos a todos os 295 municípios. Mais de R$ 184 milhões só em emendas parlamentares, a maior parte para saúde e educação. Apresentei 92 proposições, entre Projetos de Lei, Propostas de Emenda à Constituição, Decretos e Projetos de Resolução. Três viraram lei: a Lei da Lactose, a Lei da Mulher e um Projeto de Decreto Legislativo que beneficiou a agroindústria com créditos presumidos do PIS/Pasep. Outros 13 projetos aprovados tramitan na Câmara dos Deputados e 10 seguem em tramitação em comissões do Senado.

Em Santa Catarina, fui a todas as regiões ouvir reivindicações da nossa gente e apresentar soluções. Meu gabinete se tornou uma espécie de representação do Estado em Brasília. Lá foram mais de 50 mil atendimentos. Recebi, sem distinção, os mais diferentes segmentos da sociedade.

Também disputei duas eleições, uma para governador e outra de reeleição, sempre respeitando os adversários e falando a verdade. O resultado das urnas em 2018 não abalou minhas convicções democráticas. A alternância de poder é um dos pilares da Democracia e a vontade do eleitor é soberana. Agradeço a Deus e aos catarinenses por me permitirem representar nosso Estado. Sou grato à minha família pelo apoio e compreensão. Agradeço ao meu partido, o PSDB, a todas as lideranças políticas, jornalistas, dirigentes sindicais e de entidades classistas. Agradeço ainda aos meus colaboradores do gabinete em Brasília e dos escritórios de Florianópolis e Joinville, por doarem parte de suas vidas a este projeto. Dedico meu mandato a Luiz Henrique da Silveira e a meus suplentes César Souza e Athos de Almeida Lopes. Por fim, presto minha gratidão aos senadores Dalírio Beber, Dário Berger e Casildo Maldaner, parceiros nesta longa jornada.