Em repúdio ao acontecido com minha família, resolvi desabafar.
Em 13 de julho, meu marido, gerente da Fatma de Tubarão, é detido, mesmo tendo moradia fixa, dois empregos fixos e tendo protocolado ofício na Central de Polícia prontificando-se a colaborar nas investigações. Após a busca e apreensão em nosso lar, nada encontraram, exceto cópia dos documentos dos processos em questão.

Levaram então o dono da residência com um mandado de prisão temporária. Motivo da detenção argumentado – sigilo da investigação e para evitar expor o cidadão que ora estava sendo detido. Porém, ao saírem da central de polícia, já tinha fotografo de plantão aguardando. Levaram-no para a capital para interrogatório e o colocaram em uma cela imunda no centro de triagem de bandidos, o “Cadeião do Estreito”. E o nível superior, não conta? Cadê a cela especial? Teria sido de propósito para humilhar, destruir psicologicamente o mesmo! Será que não tinha mais pessoas que mereciam ser detidas nesse processo?

Entenda: Cidinei esteve respectivamente de férias, licença-prêmio e férias novamente (dezembro, janeiro, fevereiro). Quando voltou ao trabalho, as investigações estavam bastante avançadas. Soube de que a técnica que licenciava os postos estava preocupada com ele, pois este demonstrava muita tranquilidade com relação aos fatos. Sugeria que o mesmo deveria procurar um advogado. Ele resistia à ideia, pensava por que ele deveria fazer isso. Um servidor de 26 anos de carreira na Fatma e 16 anos na Unisul, que sempre fez o possível para ajudar e tratar igualmente o mais humilde cidadão ao grande empresário, sem se importar com questões partidárias. Quem o conhece sabe do seu caráter.

Será que seu nome e sua reputação poderiam ter sido expostos desse jeito? E sua família? O que dizer dos acontecimentos do dia 14 de julho! O sr. José Nunes Bento, da Rádio Tubá, proferiu palavras caluniosas, mentiras, quanta sujeira, induzindo seus ouvintes a formar péssima opinião de uma pessoa honesta. Como ele aprendeu a pré-julgar e condenar uma pessoa desse jeito? Quem ele pensa que é? Esse programa não tem o acompanhamento de um supervisor? Ele pode falar o que quer e pensa? E no jornal Notisul, o jornalista Carrador, discreto em sua coluna, disse “não devemos julgar”, palavras sensatas de um profissional preparado para a profissão.

Assim como o radialista Arilton Barreiros, na Rádio Santa Catarina, que falou sobre o assunto de forma muito ponderada, sem crucificar ninguém. Enquanto que no jornal Diário do Sul montaram a 1ª página com duas notícias distintas, fazendo menção à prisão do gerente da Fatma e logo abaixo um grande foto de um par de mãos algemadas, com dizeres bem pequenos sobre este outro caso. Assim chama mais a atenção e vende mais não é? “Após espalhar penas ao vento, quem irá recolhê-las?”

As outras pessoas que foram presas na mesma operação (Gaia), por que não tiveram seus nomes divulgados? Ninguém pesquisou? Porque não houve interesse? De onde saiu a notícia da exoneração do cargo de gerente de Cidinei? Se for verdade, baseado em que estão fazendo isso? Isso acontecerá ou é especulação? Muitas perguntas estão no ar! Para que serviu sua prisão? Para que foi levado a Florianópolis? Qual a diferença dele ter sido interrogado lá ou aqui? Passa-se uma vida construindo uma imagem, uma reputação, e de repente alguém se acha no direito de tentar destruir tudo!

Venho através desse jornal repudiar todos esses fatos que abalaram muito nossa família.
Mas também aproveito a oportunidade para agradecer todas aquelas pessoas que se manifestaram em nosso favor se colocando a disposição para qualquer ajuda, um abraço amigo, um telefonema de apoio e as mensagens de solidariedade. O apoio dos colegas de trabalho lhe ajudou muito. Realmente, são muitos os “irmãos” de coração. Nessa hora se conhece as verdadeiras amizades. Obrigados a todos.