Projeto de lei de minha autoria, devidamente aprovado pela câmara de vereadores de Tubarão, institui o Dia Municipal da Memória da Catástrofe de 1974, e dá intensificação às formas de prevenção e reação eficiente a outros possíveis desastres naturais, a ser levado a efeito todo dia 24 de março – data em que ocorreu a última grande enchente. Neste dia: 1) o poder público municipal, através da Defesa Civil, criará as condições para que todos os tubaronenses participem de eventos e estudos, com o objetivo de relembrar a tragédia de 1974, enquanto revisam o que está sendo feito pelo poder público, pelas entidades e pelos cidadãos, a fim de evitar que outras ocorram e, se ocorrerem, que seus efeitos sejam minimizados; 2) às 15 horas, momento exato da enchente de 1974, serão emitidos, durante um minuto, sons compassados de sinos ou outros meios que recordem o evento. As pessoas serão motivadas a interromperem suas atividades neste minuto, desde que não coloquem em risco atividades essenciais; 3) as igrejas, independentemente do credo religioso, serão convidadas a promoverem reflexão sobre a temática; 4) todas as escolas do município de Tubarão, tanto pública, municipal, estadual ou particular, não importando o grau de ensino que ministram, promoverão, obrigatoriamente, com todos os alunos e, se possível, com a comunidade, os atos que lembrem aquela catástrofe e as formas de prevenção e reação eficiente a outros possíveis desastres naturais.

Entende-se por desastre natural inundações, vendavais e outras intempéries a que estamos sujeitos, devido à localização geográfica, mudanças climáticas e ações humanas sem planejamento ou sem ética… A ideia de fazer esta lei surgiu quando, no intervalo do Seminário “35 anos da enchente de Tubarão”, o professor Massato, um dos palestrantes, perguntou se a cidade, ou pelo menos as escolas, tinham dedicado aquele dia a reflexões e ações sobre o acontecimento. Infelizmente, o seminário foi o único evento. Ele fazia, então, referência ao fato de os japoneses, seja onde for, no dia 6 de agosto, data da explosão da bomba atômica em Hiroshima, pararem suas atividades e, ao som de uma sirene, lembrarem aquela tragédia e a necessidade de envidar esforços para que não mais ocorra. Pelos mesmos motivos, os judeus praticam ato idêntico no dia 21 de abril, data do Holocausto. Queremos também, com esta lei, não esquecer e nos prevenir. O esquecimento, por parte desta geração, é um desserviço a esta e às futuras gerações.