João Antonio Pagliosa
joaoantoniopagliosa@gmail.com 

Entre algumas coisas que me decepcionam aqui no Brasil, está o sistema judiciário e a lei penal.
Entendo que jamais haverá democracia plena e jamais haverá paz social, se a lei não for aplicada com rigor a todos aqueles que aviltam as regras estabelecidas, e infringem a lei. Para haver lei e ordem precisa haver uma polícia preparada, bem armada, bem remunerada e respeitada pela população.

Porém, há excrecências homéricas criadas pelos homens que legislam, e cito o foro privilegiado como uma verdadeira estupidez cósmica. Quem pode suportar tamanha imbecilidade se a Constituição diz que somos todos iguais perante a lei?

Nos últimos tempos tenho observado a imoralidade em que se transformou a justiça brasileira. Tenho observado a soberba e a profunda ufania que reverbera na mente de ampla gama de juízes que lotam nossos tribunais. Muitos se consideram deuses e, portanto, infalíveis. Muitos são nefelibáticos… Parecem não viver um mundo real…

Gilmar Mendes teve a pachorra de dizer recentemente: “A Constituição sou eu!” Você, prezado leitor, consegue entender isso? Pois para este escriba é impossível aquilatar tamanha insanidade…

Sepúlveda Pertence teve a infeliz ideia de tentar livrar Lula da cadeia. Movido pelo amor aos milhões de reais embolsados, ele deve ter imaginado: Que se dane a justiça…

E, perdeu de goleada!

O decano Celso de Mello procura e não encontra nenhuma maneira de livrar Lula das mãos de Sergio Moro. Porque um juiz nessa idade comete uma loucura dessas com todas as provas contra o maior mentiroso da história do Brasil? Provas que são robustas e que são incontestáveis… Por que um juiz que estudou tanto, tenta desesperadamente burlar a lei?

Falar do Lewandowski e do Toffoli é perda de tempo. Não consigo sequer imagina-los como juízes… Para a função, falta-lhes tudo.

Quanto a Fachin, parece que agora acertou o prumo, e decidiu a favor dos anseios do povo brasileiro que deseja fazer valer a lei.

E a presidente do STF, Carmem Lúcia segue firme na decisão de não ceder aos apelos dos lacaios a serviço do garanhão de Garanhuns. Parabéns, não se deixe dobrar pelos iníquos e não carregue o peso do opróbrio. A integridade é salutar para o corpo e para a mente.

Sei que há e haverá excelentes juízes a serviço da população que os remunera regiamente. Não obstante, observamos alguns comportamentos que parece estarmos vivendo um pesadelo absurdo e interminável, e vivemos um caos social porque a corrupção tomou conta de nossa sociedade.

Assim, faço um apelo a todos os defensores do direito, da lei e da ordem: “Não ridicularizem a nossa justiça. Precisamos ordem para alcançarmos progresso. Sem ordem viveremos eterno caos social, e seremos reféns dos vigaristas que abundam por aí. Honrem os seus diplomas e os seus juramentos”.