Uma das melhores formas de ensinar os adolescentes é fazer da sala de aula um lugar bem próximo do mundo deles. Isso significa dizer que o princípio do “aprender a aprender” é uma das melhores soluções para o momento educacional que estamos vivenciando. Para isso, o professor precisa observar alguns cuidados especiais, tais como: saber que o estudante precisa sentir que a escola satisfaz suas expectativas; procurar saber como é o relacionamento do aluno com os pais e que ideia faz de si mesmo e de seu futuro; falar aos alunos somente o que for necessário ao seu campo de estudo e deixar claro sobre o papel de cada um na sala de aula e iniciar suas aulas falando sobre algo que interessa diretamente aos adolescentes.

Segundo a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 9.394/96, a essência da escola está nos valores que ela propõe a trabalhar e no enfoque que dá ao conhecimento e na apropriação que os alunos fazem do mesmo. A ênfase da escola deveria ser na habilidade do aluno formular hipóteses e não apenas no estudo dos conteúdos curriculares das disciplinas. Por isso, há necessidade do professor, no cotidiano de suas aulas, elaborar atividades que estimulem os alunos a pensarem em muitas respostas a partir da apresentação de uma questão-problema, no sentido de buscar alternativas práticas para os problemas do cotidiano. No entanto, parece que a escola ainda prepara muito mais acumuladores de conteúdo do que propriamente gerentes de informações. E isso pode ser observado na fragmentação dos conteúdos, dos horários e da estrutura burocrática das escolas que dificultam o aspecto investigativo e explorador da realidade que cerca o estudante e o próprio professor. 

No ensino de história, a situação não é diferente, pois a tônica do momento é a ênfase na compreensão do “sentir-se sujeito histórico” e em sua contribuição para a “formação de um cidadão crítico”. De modo mais prático, pode-se dizer então que se trata do professor de história formar um cidadão autônomo, capaz de compreender a sua sociedade em contínua transformação. Daí acreditar-se que estamos educando para uma época em plena ebulição, necessitando-se para isso transformar o mundo e transformar-se continuadamente. Nesse sentido, as indagações dos educadores, quando planejam o conteúdo curricular, devem se voltar para o ato contínuo do “aprender a aprender”.  A interdisciplinaridade serviria, então, como base para a formulação de novos problemas, métodos e abordagens. Mas em que consiste a interdisciplinaridade? Pode-se dizer que consiste em um trabalho em comum, tendo em vista a interação de disciplinas científicas, de seus conceitos básicos, dados, metodologia, com base na organização cooperativa e coordenada do ensino. Nesta fase, todas as disciplinas devem estar inter-relacionadas. 

No trabalho interdisciplinar, as diferentes matérias escolares interagem-se, em um processo unitário, contribuindo de forma decisiva para a aprendizagem e o desenvolvimento intelectual do aluno. Isso implica pensar na existência de educadores imbuídos de um verdadeiro espírito crítico, aberto para a cooperação, o intercâmbio entre as diferentes disciplinas, o constante questionamento ao saber, arbitrário, cristalizado e desvinculado da realidade. Todavia, é necessário lembrar que este tipo de abordagem exige dos seus participantes uma boa noção do que trata o conteúdo de um projeto, optando-se por um tema e todos os professores apresentam elementos para compreendê-lo a partir da perspectiva de sua disciplina, na forma de um projeto interdisciplinar. 

Na história, a fim de aproximar os seus conteúdos e das outras disciplinas ao cotidiano dos alunos e discutir questões do cotidiano dos brasileiros, especialistas de várias áreas relacionaram os cinco temas transversais para a educação: ética, pluralidade cultural, saúde, orientação sexual e meio ambiente. Assim, a escola tem como objetivo principal preparar o cidadão de uma sociedade em contínua transformação.