C om muito alarde e propaganda, o governo federal indicava que os investimentos a serem feitos na infraestrutura brasileira iriam dar um choque de crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) de maneira a reverter as expectativas sobre a economia nacional. Isto anunciado em agosto do ano passado.
 
Após muitas idas e vindas de balizamento, para começar, foram escolhidas para o leilão de concessões duas rodovias federais consideradas de excelente movimento. E foram escolhidas somente duas para não colocar todas em uma mesma rodada.
 
Para incentivar foi anunciada a disposição de aportar dinheiro público para o financiamento das obras, via BNDES. Naturalmente com juros mais atraentes do que os 14% ao ano, normalmente calculado pelas empresas de sucesso. Achava o governo de que os empresários não só correriam para conseguir a concessão, como também competiriam para oferecer uma tarifa de compadre. Mesmo porque estava colocada a limitação do lucro pouco acima de 7% ao ano.
O resultado foi um fiasco. Ninguém concorreu a uma das rodovias.
 
Nos próximos dias deverá ocorrer a concorrência para a exploração do petróleo do pré- sal, no Campo de Libra.
 
A intenção é de que a operação seja um grande sucesso, mesmo com a contrariedade dos costumeiros nacionalistas altamente instruídos, acusando o governo de entregar as riquezas do Brasil para os estrangeiros.
Teremos também pela frente as concorrências para a implantação e exploração de ferrovias já definidas em 2012.
 
Como acredito que as atuais autoridades de estado sejam suficientemente inteligentes para avaliar a correção dos editais. Ou então estão querendo continuar a ser altamente espertas para que as suas intenções sejam transformadas em realidade.