Certamente, você, leitor e usuário da rodovia BR-101 sul, está pensando que o assunto acima tem relação às esperadas providências do Dnit quanto à sinalização de trânsito na rodovia BR-101. Ledo engano! As coisas continuam da mesma forma, com sinais inadequados, ineficientes e, infelizmente, sem o mínimo de preocupação por parte dos gestores e fiscalizadores das obras de duplicação da BR-101. Relembrando, essa rodovia deveria ser concluída em 2009, depois prometeram para 2010, e agora já sabemos que será depois de 2014 ou talvez em 2022.

O que o governo federal e os políticos catarinenses estão fazendo dentro deste quadro caótico? A resposta é fácil: continuam enrolando o povo, coordenando fóruns políticos, audiências públicas, reunião aqui e ali. Porém, nenhum encaminhamento efetivo, sério e comprometido com uma solução.
Mas a pauta do momento é outra, a Copa do Mundo em 2014 no Brasil, onde as cidades-sede estão com as obras de infraestrutura atrasadas, muitas não iniciadas, como: aeroportos, rodovias, estádios, etc..

No entanto, no dia 20 de abril, a presidenta Dilma Rousseff condecorou o ministro das cidades, Mário Negromonte, com a Ordem de Rio Branco, em cerimônia no Palácio do Itamaraty em Brasília, por ocasião do Dia do Diplomata. O ministro foi agraciado com a Ordem no Grau de Grã-Cruz. Na oportunidade, o ministro defendeu a flexibilização de licitações para acelerar os trabalhos, alguns dos quais sem os projetos aprovados.

Porém, a mídia nacional e regional está vigilante, destacando de forma oportuna a faceta do Brasil já conhecida ao longo dos tempos. Parece que estamos revivendo o período de Brasil colônia. O ministro sugere facilitar a tramitação das licitações, digamos “abreviar, liberar das exigências legais, torná-las livres”. Assim, o monitoramento das obras e os problemas jurídicos, ambientais, contestações de licitações, ficariam “algemados”. Ou seja, tudo pode, nada é ilegal. Até superfaturar material e serviços. Flexibilizar processos licitatórios é um dos caminhos para recuperar o tempo perdido por gestores incompetentes e ausência de planejamento. Contudo, o risco de fraudes, escândalos, desvios será grande, até poderíamos dizer que é “prevalente”

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo federal, divulgou que nove aeroportos corriam o risco de não ficar prontos a tempo para a Copa 2014. Já o Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que menos de 1% dos recursos do BNDES para a construção dos estádios de futebol foram liberados até o momento.

Aqui no sul, o Aeroporto de Jaguaruna, com poucos recursos, poderia entrar em operação em breve, mas aí tem-se o “gargalo”, a rodovia que somente ficará pronta após a Copa. Talvez não pelas empreiteiras “tartarugas” que trabalham nos lote dos trechos Tubarão-Sangão ou Capivari-Laguna, cuja expectativa é de entregarem as obras concluídas, ou os gestores do Dnit executem a rescisão dos contratos inadimplentes com multas contratuais. É o mínimo que esperamos. Porém, as obras de maior complexidade: túnel do Morro do Formigão, túnel do Morro dos Cavalos, ponte de Cabeçudas, ponte sobre o rio Tubarão, entre outras, é que residem o problema. Aliás, nestas, o rolo é grande! Será que o Ministério Público Federal não pode intervir em prol dos interesses da população? Acho que sim! Pois, se depender do governo, esses estão apenas “armando a lona” do circo, que são montados para dar espetáculo político e enrolar o povo.

Acredito na mobilização das pessoas, portanto, sugiro enganjar-se na luta da Associação Vias do Sul, que o foco prioritário é a campanha BR-101 sul: vamos duplicar a pressão!