São dados da própria secretaria de estado da educação e foi matéria de capa do jornal Notisul (12/08/2011): “Tubarão tem médio menor que a do estado no Ideb”. Mas já teve “IDH – Educação” maior. Ou seja, despencamos da parte de cima para a parte de baixo da tabela, conforme os números oficiais:
 
Considerando as séries iniciais, a média estadual é 5,2 e a média das escolas estaduais de Tubarão é 4,9. Neste segmento, as primeiras colocadas de Tubarão (Henrique Fontes e Arno Hubb) ocupam o 39º lugar no ranking estadual, entre as também públicas estaduais.
 
Nas séries finais, a média estadual é 4,5; a de Tubarão é 4,2. A escola estadual de Tubarão melhor colocada no ranking catarinense (Arno Hubb), neste setor, ocupa o 24º lugar.
 
Se acompanharmos a série histórica do Ideb das escolas estaduais de Tubarão, verificar-se-á, com facilidade, o desacelerar do progresso. Enquanto, entre 2005 e 2007, o crescimento nas séries iniciais foi de 0,5 ponto, entre 2007 e 2009 foi apenas de 0,1 ponto.
 
Já nas séries finais, o crescimento – entre 2005 e 2007 – foi de 0,4 e, no período de 2007 a 2009, foi também 0,1. Ou seja, mesmo com todo apelo social pela aceleração da qualidade do ensino, em especial do básico, cuja ineficiência compromete os demais aspectos da sociedade, os números oficiais mostram perigosa desaceleração.
 
Quanto ao Enem, a situação é ainda mais grave. A qualidade do ensino não apenas desacelerou, como caiu de forma vertiginosa. Todas as escolas estaduais de Tubarão fizeram no Enem 2010 pontuação menor que a média estadual (555 pontos), e, exceto numa, nas demais tal   pontuação foi  menor  que no Enem 2009. Contraditoriamente, o objetivo destas avaliações é identificar e corrigir deficiências para propiciar maior crescimento na qualidade do ensino.
 
Relatório da secretaria de estado da administração mostra que, em 2005, o “IDH – Educação” de Santa Catarina foi de 0,906, enquanto o de Tubarão foi de 0,924. Em suma, estávamos acima da média estadual.
 
As causas da queda? Enfatiza-se o abandono de práticas que já se comprovaram eficientes à aprendizagem. Como foi o amplo programa de capacitação – para citar apenas uma da práticas – principalmente no Laguna Tourist Hotel, nos anos de 2003 e 2004 – para todos os professores, inclusive ACTs, de todas as escolas estaduais da região de Tubarão, que incluía também a de Braço do Norte.    
                           
Completou-se, com a assistência da gerência de educação aos professores, via planejamentos bimestrais. Reunidos por série ou disciplina e, com a ajuda de um monitor capacitado pela própria gerência, preparavam-se as problematizações e historicizações dos conteúdos programáticos. Providências que resgatavam o significado de tais conteúdos, muitas vezes apresentados aos alunos como fins em si mesmos, o que os tornava desinteressantes. Estes e, tantos outros, infelizmente, foram abandonados.
 
É dever, inadiável e intransferível, dos que estão à frente do setor educacional, implementar os meios, todos sobejamente conhecidos, para que a educação alavanque o desenvolvimento sustentável de nossa cidade, em vez de atravancá-lo.