Dia 8 de abril, terça-feira, deu-se a votação na assembléia legislativa da Medida Provisória nº 145/2008, intitulada de Prêmio Educar. Professores de quase todas as regionais do Sinte marcaram presença e, como não poderia deixar de ser, a regional de Tubarão fez-se presente com um número significativo de professores representantes das cidades de Orleans, Braço do Norte, Tubarão, Capivari de Baixo e Jaguaruna, em torno de 70 pessoas, em sua grande maioria aposentados, já que a famigerada medida acabaria com a paridade entre os ativos e inativos.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública de Ensino (Sinte) de Santa Catarina defendia um substitutivo global que transformaria a verba gasta com o pagamento do prêmio aos professores em reajuste salarial, algo em torno de 5%, extensivo para todos os trabalhadores em educação, inclusive aos aposentados.

No transcorrer da votação, o que se viu foi uma aula de autoritarismo, deboche e pouco caso com a educação e com o magistério catarinense. A medida foi acatada pelos deputados dos partidos políticos aliados ao governo do estado e, o pior, sem nenhuma emenda, emendas essas propostas pelos partidos políticos de oposição, em acordo com o sindicato.

O voto de cabresto, típico da República Velha, ainda existe e podemos observá-lo na Assembléia Legislativa de Santa Catarina, onde os deputados da base governista votaram em bloco. Ai daqueles que assim não o fizessem, comprovando que o compromisso depois de eleitos é com o partido, e não com o povo, como discursam nos palanques de campanha. Aos trabalhadores em educação, ativos e aposentados, resta dizer que fomos vencidos em uma batalha, mas a guerra ainda não terminou.

Temos que juntar as forças, arregaçar as mangas, porque a luta continua. Sabemos que os ataques virão e têm nome, o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Santa Catarina (Iprev), criando o regime próprio de previdência, que retirará direitos dos servidores públicos. Participemos ativamente das audiências públicas que ocorrerão em Florianópolis no dia 14 de abril (segunda-feira), às 8h30min, e no dia 28, em Criciúma, às 9 horas.

Um outro problema é a terceirização da merenda escolar, que provocará demissões de trabalhadores, aumentando o caos social. Aproveitamos para convidar os serventes, vigias e merendeiras para uma reunião, no dia 16 de abril, às 17 horas, quarta-feira, na sede do sindicato em Tubarão.