Maurício da Silva
Diretor-presidente da Fundação Municipal de Educação de Tubarão
adriana.camara2013@hotmail.com

‘Foco maior nas disciplinas estruturantes’ é a terceira das seis medidas elencadas pela Fundação Municipal de Tubarão a fim de melhorar as atitudes e o rendimento dos alunos.

Sem base forte, as demais etapas do aprendizado, em todas as disciplinas, permanecerão frágeis.  Boa leitura, boa escrita e interpretação de textos são requisitos imprescindíveis à aprendizagem de todas as disciplinas. Alunos não resolverão um só problema de Matemática ou de outra disciplina, se não compreenderem o enunciado. Cálculos as máquinas resolvem. Por isso, é preciso ir além para que o aluno aprenda a pensar e decidir qual é o procedimento adequado à resolução. Para isso, o 1º e o 2º anos do Ensino Fundamental compõem continuum com vistas a reforçar as bases de Leitura, Escrita, Interpretação de Texto e Matemática. E no percurso escolar, por todos os professores e não apenas pelos de Língua Portuguesa, conforme segue:

I. Desenvolver no estudante o hábito e a necessidade de não prosseguir a leitura enquanto a palavra desconhecida não se revista de sentido. Se o fizer, naturaliza a leitura desprovida de significado. Ou seja: O aluno lê, mas não compreende a mensagem do texto;

II. Utilizar, preferencialmente, dicionário (ou o Google), que deve ser muito consultado por todos os que educam e permanecer sobre a carteira escolar e não na biblioteca, para uso exclusivo dos professores de Língua Portuguesa;

III. Trabalhar o significado dos conceitos, em todas as disciplinas, e as respectivas aplicações, em vez de ensinar apenas os mecanismos de resolução, com o habitual “é assim que se faz”, sem que se compreenda “o porquê se faz”;

IV. Formular questões de provas (conteúdos, exercícios em aula e tarefas de casa) que exijam resolução de problema, compreensão de conceitos, inferência de informações implícitas no texto e o vivenciar atitudes e não só memória, sorte ou ‘cola’ para resolvê-las. ‘O aluno modula a forma de estudar pela forma de o professor avaliar’;

V. Fazer uso de estratégias para que o estudante internalize, entenda, assimile, aproprie-se do conteúdo. A necessidade do compreender não dispensa o memorizar. Apenas o precede. Dizer a tabuada deve ser precedido pelo compreender que se trata da multiplicação – síntese da adição – fundamental para resolver problemas que envolvam, sobretudo, a divisão. E a memorização:

a) dos nomes das capitais deve ser precedida pelo aprendizado da consulta aos mapas, globos e ao Google Earth, que facilita as localizações;

b) de datas e personagens deve vir depois do saber como os fatos passados implicam na vida cotidiana e possibilitam projetar o futuro.

VI. Orientar os pais, no início do ano letivo, acerca de como podem criar ambiente alfabetizador em suas casas.