É possível evitar que pessoas despreparadas e/ou mal-intencionados continuem, com o respaldo das urnas, decidindo o futuro de todos?  
 
É possível, sim, desde que se faça campanha eleitoral limpa, propositiva e mandato transparente e bem sintonizado com as necessidades maiores do povo.
 
Para isso, é fundamental que as estratégias eleitorais e as de mandatos produtivos sejam conhecidas, não somente pelos candidatos, mas também pelos presidentes de partidos políticos, coordenadores de campanha, cabos eleitorais, lideranças comunitárias e, de preferência, pelos votantes em geral.
 
Começa pela base, na eleição do vereador, que não é tarefa fácil. Seja pelo grande número de candidatos; pela maior e quase sempre desleal concorrência interna e externa; pelo indelegável, maior e mais direto contato e comprometimento com o eleitor; pelos custos operacionais e, pelos – aparentemente infindáveis – “pedichos”.  
 
Há, no entanto, candidatos que, contrariando todas as expectativas, são eleitos e reeleitos, inclusive, diversas vezes. E os que fazem muito barulho, os que merecem ser eleitos (pela seriedade, esforço e propostas consistentes) ou os que gastam muito, mas são reprovados nas urnas. Existem também os eleitos com a maior votação da legislatura que não se reelegem.
 
Que os diferencia? Sem dúvida alguma, as citadas estratégias eleitorais, que vão desde o planejamento da campanha (diagnóstico, metas, método, responsável, prazo, custo e avaliação); conhecimento de causa e preparação das propostas; organização de reuniões produtivas; formação e orientação das equipes; formas eficazes de comunicação com o povo; abordagem pessoal ao eleitor; benefícios e armadilhas das pesquisas eleitorais; até as companhias que agregam e as que tiram votos, e outros.   
 
Mas não basta ser eleito. É preciso, como dito acima, exercer o mandato de forma transparente e em plena sintonia com as necessidades da população. É preciso conhecer, por exemplo, o histórico, as funções e a importância do poder legislativo. O que contribui para melhorar (e para piorar) a produtividade e a imagem do político. Como conquistar e manter a confiança do eleitor; o compromisso inarredável com a coletividade; as atitudes que facilitam e as que dificultam a participação popular; as articulações para que leis importantes sejam aprovadas e saiam da gaveta. 
 
Conheça-as. Seja ou eleja candidatos que servem, em lugar de se servirem da sociedade.