Insônia, estresse, agressividade, perda de atenção, concentração e memória, aumento da pressão arterial, perda de audição, gastrite, úlcera, queda de rendimento escolar e no trabalho, impotência sexual? Estes são alguns dos sintomas trazidos pela poluição sonora.

Poluição sonora é um ruído, um som indesejado, sendo considerada um das formas mais graves de agressão ao homem e ao meio ambiente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o limite de ruído tolerável ao ouvido humano é de 65dB. Quando o ruído ultrapassa esse limite, traz consigo consequências a curto, médio e longo prazo. Se o ruído é excessivo, o corpo vê-se atacado, porém, não sabe por que, nem como se defender. Assim, torna-se mais difícil a ação contra este mal.

O principal vilão da poluição sonora é o tráfego de veículos automotivos. Cada carro de passeio é uma fonte emissora de cerca de 70 a 75 dB a sete metros. Já no âmbito doméstico, as maiores fontes de ruído são os eletrodomésticos. O ruído industrial, além de causar perda da audição, traz também uma grande variedade de malefícios à saúde do trabalhador.

Estes males vão de efeitos psicológicos, enjoos e dor de cabeça, até redução da produtividade, aumento do número de acidentes de trabalho e de consultas médicas e perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR). A Sociedade Brasileira de Acústica afirma que os níveis de ruído industrial nas empresas brasileiras são absurdamente excessivos. Testes feitos com walkman e MP3 mostram que todos são capazes de reproduzir música acima de 100 dB, segundo estudo da Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição (ASHA) em 2006.

Curiosidade: uma torneira gotejando emite cerca de 20 dB; uma conversa tranquila gira em torno dos 40-50dB; um secador de cabelo gera 90 dB de ruído, um caminhão pode produzir cerca de 100 dB e, tanto a turbina de avião, quanto um show musical próximo às caixas de som, geram cerca de 130 dB.
É importante pensar neste assunto e colaborar com a redução do ruído. A contribuição de cada um fará muita diferença!