Completamos périplo por todas as escolas estaduais de Tubarão, sensibilizando pais, professores e diretores a instalarem escolas de pais nos respectivos estabelecimentos de ensino. Trata-se de uma providência necessária para instrumentalizá-los sobre como abordar, com filhos e alunos, situações que muitos não viveram em sua juventude, mas com as quais se defrontam nos dias de hoje: Aids, violência, droga, bebedeiras, desemprego, péssimo desempenho escolar, etc.

São tantos os perigos que cercam os jovens que a pergunta motivadora “O que você quer ser quando crescer?” está precedida pela dúvida: Dá tempo para crescer? E se crescer, que futuro terá?
Os jovens constituem 46% dos assassinados no Brasil; 25% dos mortos em acidentes de carro têm menos de 25 anos; se for com moto, este percentual aumenta assustadoramente. Na faixa etária de 13 a 19 anos, segundo o Ministério da Saúde, há mais meninas do que meninos com Aids.

Metade dos adolescentes bebem muito e cada vez mais cedo. Em 2007, cinco jovens tubaronenses tiveram mortes associadas à bebedeira. Cresce a cada dia o número de jovens envolvidos com drogas. Geram-se mais violência e mortes precoces. O desempenho escolar dos nossos alunos quando comparados com os de outros 57 países (OCDE) é sofrível: obtivemos o 48º lugar em leitura, 52º em ciências e 53º em matemática.

Quando comparados entre si mesmos, os alunos da 4ª e 8º série do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio fazem pontuação cada vez menor nos testes de português e matemática que vêm sendo aplicados a cada dois anos, desde 1995, pelo Ministério da Educação (Saeb).

Isto se reflete no mercado de trabalho onde os jovens constituem 46% dos desempregados. Não há mais espaço no mercado de trabalho para quem não está qualificado. O futuro brilhante, que pais e professores desejam para seus filhos e alunos, exige intervenção imediata e articulada da família com a escola e com outros setores da sociedade.

A escola de pais, que não tem custo algum para os participantes – profissionais de diversas áreas dispõem-se a trabalhar gratuitamente -, a não ser a disposição de freqüentá-la uma vez por mês, é um excelente caminho para isto. Apoiemos, pois, esta iniciativa e construiremos um futuro melhor para nossos filhos e alunos.