O trecho de duplicação da BR-101 em terra catarinense, com ordem de serviço entregue e festejada num dia chuvoso no final de 2004, no antigo posto de fiscalização da fazenda em Palhoça, pelo eufórico ex-presidente Lula e toda a sua majestosa comitiva presidencial, teve seu início ainda um pouco demorado. Mas a promessa era de que a obra seria iniciada de imediato e que, no máximo, num prazo de 3 anos, provavelmente no segundo semestre de 2009, estaria concluída.
 
Iniciada a obra em todo o seu trecho entre SC e RS, jamais se viu um ritmo de construção animador. Era o início de um horror sem fim. Se questionava se o atraso era por conta da falta de recursos, por incompetência das empreiteiras, ou falta de tecnologia nacional. Segundo, informações mais acuradas, nenhuma e nem outra destas três motivações. Ficou constatado a má vontade e a dupla personalidade do governo.  Estamos trabalhando e vamos entregar a obra em tal data.
 
Entrementes, no íntimo dos escaninhos do poder: “Deixa tudo como está para ver como é que fica. Nossa prioridade é outra e deverá se voltar explicitamente à perpetuação do poder, com o máximo de proselitismo e de demagogia, fundamentada em investimentos portentosos em ONGs, MSTs, sindicatos, UNEs e demais programas assistencialistas, em detrimento das reais necessidades do país”. 
 
Foram se passando os anos e em 2010 foi entregue o trecho gaúcho, prontinho, sem quaisquer tipo de pendências. Santa Catarina continuava aos trancos e barrancos. Desde 2009, começaram a surgir as verdades sobre o calvário que haveria de vir e permanecer. Segundo o Dnit, em 2010 seriam entregues trechos importantes, mas ficariam fora por falta de projetos os túneis do Morro do Formigão e Morro dos Cavalos e a ponte de Laranjeiras. Falta de projetos?  
 
Ainda em 2010, saíram as licitações do túnel do Morro do Formigão e da Ponte das Laranjeiras, esta ainda trazendo a reboque um maldito percurso de 5,1 quilômetros denominado de lote 1, mas que infelizmente, por questões criadas por eles mesmos, foram consideradas mal sucedidas. Mais uma daquelas do me engana que eu gosto. Quanto ao Morro dos Cavalos, ficou para o dia do juízo final. Pois agora será possível, o que antes era inviável em razão dos pseudos indígenas (estrangeiros) que lá residem, o alargamento da rodovia com mais uma pista, fazendo crer ser esta a obra definitiva para aquele trecho.
 
Mas restava ainda a esperança da liberação do super, hiper túnel do Morro Agudo, em Paulo Lopes. Obra contemplando apenas duas pista e com aproximadamente 1 quilômetro, foi prometida para o final de 2009. Passou para 2010 e da mesma forma para 2011. Mas nada se concretizou. No entanto, em janeiro de 2012, através da televisão, uma autoridade do Dnit, se manifestava através da RBS que a obra finalmente seria liberada, em princípio para teste viário, na primeira quinzena de fevereiro, isto é, ainda antes do Carnaval. O atraso, segundo ele, era justificado em razão da demora na entrega de materiais importados da Europa, cujo fornecedor roeu a corda para com os prazos pré-estabelecidos. Mas tal fato era compreensível, porque se trata de equipamentos de altíssima complexidade com tecnologia ainda não empregada  em rodovias brasileiras. Na real, cabos de fibra ótica.