A circulação e o uso de entorpecentes, desgraçamente, já fazem parte do dia-a-dia de milhares de pessoas em todos os pontos do globo terrestre. Alguns anos atrás, isto só ocorria nas metrópoles e, por indivíduo considerado nobre da sociedade, ostentação dos ricos por se tratar de produto de alto valor. Centenas de celebridades pervertidas foram vítimas e continuam sendo das mais variadas drogas. Com o advento de outras essências não tão caras, mas destruidoras, o mal propagou-se assustadoramente.

Poucos países com o objetivo de inibir, ou até mesmo vulgarizar o fato liberaram a prática de determinada substância alucinógena. Nos locais onde existe liberdade, além da desordem, há também sérias consequências no tocante à (in)segurança pública e à saúde dos viciados. Por outro lado, a maioria das nações proíbe terminantemente o uso de qualquer tipo de especiaria ilícita, o que leva literalmente os envolvidos a terem uma vida totalmente atípica no habitat (muitos acabam pagando com própria vida). Efeito já disseminado por todas as localidades, nos centros urbanos e, com menos intensidade na área rural, para desespero e intranqulidade dos camponeses.

O infernal narcotizante comercializado, às vezes, à luz do dia, nas ruas, ao olhar aterrorizante das pessoas e utilizado nos logradouros públicos, sem interferência, desencaminha adolescentes, jovens e adultos levando-os a sérios danos no porte físico e psíquico, aniquilando famílias inteiras, gerando rebuliço em toda sociedade. Pode crer, existe alternativa para desmistificar este imbróglio puramente nocivo e destrutivo, cujo alvo principal é a ala jovem e, por conseguinte, envolvendo todo gênero humano. Não mais que estar imbuído de boa vontade política, agindo de maneira equânime, sem rodeios e maledicência, com firmeza e comprometimento íntegro é que se busca a acepção da estrada pela qual todos estão trilhando.

Em tempo anterior, é imprescindível exterminar as tropas de elite facínoras, a conhecida banda podre da polícia e da política, substituindo-as por comandos severamente honrados com a causa em questão. Esperar mais não é condizente tal é a estouvada, contudo, caótica realidade por que todos passamos. Antes que eles (os bandidos) nos aprisionem em nosso não tão mais seguro domicílio, urgem providências para que não sejamos reféns cada vez mais do poderoso e fortíssimo crime organizado. Ato este exercido por organizações misteriosas entrincheiradas e extremamente preparadas para o que der e vier. Ou seja, viver com dinheiro escuso do tráfico ou morrer sem medo. O que se vê é autoridades brasileiras – já faz algum tempo, banalizando uma situação cujas mostras sinalizam para horrendo descontrole.

No Brasil, por exemplo, desarquivassem-se os pacotes de estudos e projetos e fizessem valer as promessas deste modelo politicóide esdrúxulo, com certeza, a situação não estaria tão problemática como a que se verifica atualmente. De maneira generalizada, todos estão na mesma condição, com dívida altíssima deste sistema desarticulado que segue velozmente em direção do precipício. A imprensa faz sua parte alertando e denunciando, ao contrário, aqueles que deveriam estar plenamente na linha de frente, com movimentos preventivo, curativo e repreensivo, deixa muito a desejar com ação tímida e inútil. Resultado? É este que todos nós experimentamos e sentimos. E vai piorar cada vez mais.

Existem leis, antiquadas, sim, as mais executadas são aquelas que penalizam com notificação de pesadas multas, em uma alusão inequívoca de agentes treinados e sedentos para usurpar a sobra do mísero salário dos cidadãos de bem, sendo grande parte delas de origem banal que poderia ser revertida, em primeiro momento, como advertência, servindo-se então (no jargão popular de caixa-dois) para favorecer determinados governos ineficientes e incompetentes.

Uma péssima lição vem dos atuais governantes brasileiros, seja na esfera federal, estadual ou municipal. Não bastassem a enxurrada de denúncias de corrupção, neste período eleitoral, os que estão na soberania, ao invés de estarem trabalhando a serviço da nação, usam a máquina e o erário do contribuinte para fazer campanhas eleitoreiras estapafúrdias para determinados candidatos de seu partido. O que mais encoleriza é a passividade e não punição rigorosa da justiça que persiste com os olhos vendados para uma realidade nua e crua, tornando-se o fato absurdo e vergonhoso ao sentimento pátrio. Política partidária, ação e administração pública deveriam ser bem distintas, em respeito ao povo.