É impressioante a repercusão da não obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. Hoje, com a internet, a liberdade de expressão às vezes até assusta. Um dia após a votação onde oito pessoas decidiram o destino de milhares, as frases de amigos no msn e depoimentos na página do Orkut chamam atenção. E não são só os jornalistas que estão indignados. Um veterinário, por exemplo, escreve: “Estudar pra quê? Seja um jornalista! Estão fazendo sacanagem com a classe da comunicação!”. O profissional de educação física escancara: “Isso é uma vergonha!!! Só em um país onde um analfabeto é presidente para acontecer isso!

O que eles querem? Colocar incopetentes e pessoas sem opinião para escrever matérias e mudar a opinião pública a favor dos dirigentes deste país de m…”. A professora completa o comentário: “ Concordo plenamente… A burrice tem tomado conta do nosso povo. Tá na hora de pintar a cara, mas não com nariz de palhaços…”.

Os colegas da imprensa (graduados) se expressam com certa indignação: “Diploma de jornalismo: um objeto decorativo” – “Pra que diploma? Bobagem. Jornalista não precisa de estudo… Quanta ignorância!” – “Luto”. Claro que também fiz minha manifestação. Esta, com duas frases citadas pelos nossos excelentíssimos senhores ministros do Supremo Tribunal Federal: Meu diploma: “resquício do regime de exceção”. Minha profissão: “puramente uma atividade intelectual”.