Desde que a lei nº 3075/2007, de minha autoria, instituiu em Tubarão 30 de setembro o Dia Municipal de Prevenção e Combate às bebidas alcoólicas, eventos buscam alcançar o objetivo.
Neste ano, o Conselho Municipal de Segurança optou por atividades que envolvam os jovens em ações, muito além do instituído dia de prevenção.
 
Assim, representantes dos alunos da 2ª série do ensino médio das escolas de Tubarão foram convidados a participar da palestra, ontem, no auditório do Colégio São José. O objetivo é, além de conhecerem as formas de prevenção, com os médicos e psicólogos do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), posteriormente, distribuírem panfletos, sobre o tema aos colegas no dia 30 de setembro. 
 
Acredita-se que, entre jovens, a mensagem flui melhor, e que junto aos profissionais acima citados, possam fazê-la chegar aos familiares. 
 
Nos anos anteriores, o Conselho Municipal de Segurança: a) organizou força tarefa que advertiu proprietários de bares, padarias, supermercados etc., sobre as penalidades a quem vende bebidas alcoólicas para menores; b) solicitou o cumprimento da lei municipal que estabelece horários para o funcionamento de bares e afins, com ênfase na venda e consumo de bebidas alcoólicas nos postos de combustíveis; c) promoveu seminário sobre o tema numa das salas de cinema do Farol Shopping e no Centro Integrado de artes da Unisul para que multiplicadores pudessem disseminar práticas preventivas no combate ao uso de bebidas alcoólicas; d) oportunizou a instituições tubaronenses que tratam de dependentes químicos (Porta Aberta, Desafio Jovem, Movimento de Irmãos de Humaitá de Cima, Alcoólicos Anônimos e outros) discorrerem sobre os procedimento e as dificuldades para manutenção e tratamento; e) participou de abaixoassinado nacional sobre a regulamentação da propaganda de tais bebidas.
 
É, contudo, urgente intensificar o engajamento por três motivos básicos: 1º) Diminui a idade de adesão dos jovens ao álcool, de 18 para 14 anos, nos últimos sete anos, segundo levantamento feito em 2007 pela Secretaria Nacional Anti-drogas e, depois 14 para 12 e, para 10, nos últimos 4 anos. Esta precocidade aumenta o risco da dependência em 9%. Se iniciassem aos 21 anos – melhor seria não iniciar -, a probabilidade cairia para 1%; 2º) Novos estudos do Instituto de Psiquiatria da USP, divulgados este ano pela “Alcohol and Alcoholism”, revista do Conselho Médico em Álcool do Reino Unido, constataram que depois de experimentar a primeira dose de álcool, três pessoas entre cinco tornam-se adeptas regulares; uma a cada cinco destas se tornará abusadora e, um a cada três dos que abusam do álcool se tornará dependente; 3º) Aumenta a adesão entre as mulheres (50% nos últimos dez anos contra 30% dos homens). Informa o Instituto Nacional de Políticas Públicas de Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo. Pela especificidade do organismo, as mulheres contraem, ao se embebedarem, as doenças comuns nos homens – distúrbios cardiovasculares e neurológicos, doenças hepáticas, câncer, osteoporose, transtornos psiquiátricos e envelhecimento precoce – porém, mais cedo e potencializadas.
 
Outros transtornos são conhecidos: porta aberta para outras drogas, principal intensificador da criminalidade, do sexo inseguro, de acidentes automotores com morte ou com sequelas para o resto da vida, de violência familiar (cerca de 120 registros por mês em Tubarão), queda do rendimento no trabalho e outros.
 
O conhecimento do diagnóstico e as práticas que previnem e combatem o uso do álcool são tarefas de todos. A saúde, a segurança e os recursos públicos agradecem.