O assunto que perpassa quase todo diálogo no momento em que se vive é a tal “crise mundial”. Com base nisso, vale dizer que a educação no mundo todo está em crise, há muito tempo, e por vezes não é colocada em foco. O que se observa é a formação de repetidores de informações, e não pensadores. Talvez aí seja o pivô da grande reviravolta que está sendo a “crise mundial”.
O ser humano pode estar podre por dentro, mas, se tiver fama e dinheiro, é valorizado. No dia em que as universidades sublinharem a igualdade, a fraternidade, a justiça, valorizando a todos nessas três óticas, com grande margem de certeza, se poderá viver com maior empolgação, sem tantas preocupações.

Que bom se todo acadêmico procurasse imitar o personagem bíblico João Batista. Este era um “trator sem freios” que veio arar os solos empedernidos da alma humana, preparando-os para receber o mais fantástico, delicado e gentil semeador: Jesus de Nazaré. Grande exemplo a ser vivido, porém, parece que pouco aproveitado. Talvez seja pelo motivo de que Ele não tirou patente de suas pregações, deixando-a acessível gratuitamente. Jesus de Nazaré queria atingir um estágio onde os tranquilizantes e antidepressivos mais modernos não conseguem atuar e, mesmo sabendo disso, muita gente procura outros rumos…

Cada uma das frases ditas por Jesus, era registrada no centro da memória dos seus ouvintes, gerando no inconsciente coletivo a imagem idealizada de um herói poderoso. Mas Ele não queria esse reconhecimento, queria sim deixar transparecer o exemplo de humildade. Muitos contratam jornalistas para elogiá-los ou para aparecerem com destaque nas colunas sociais. Jesus, porém, apreciava o anonimato. Em uma de suas tantas obras, Cury diz: “Nunca alguém tão grande se fez tão pequeno para tornar grande os pequenos”. E com razão!

As pessoas querem um analgésico para aliviar o sintoma da dor. Jesus oferece o remédio que combate a causa da doença. E por qual motivo então não usufruir desse presente?
Hoje, Jesus reúne bilhões de admiradores, mas ainda permanece um grande desconhecido. Procurar conhecê-lo é o maior desafio da ciência, a maior aventura da inteligência.
A psicologia e as ciências da educação só não se dobram aos pés de Jesus porque não o conhecem. Se procurassem conhecê-lo mais profundamente, incluiriam em suas matérias a espetacular psicologia e a pedagogia do maior pensador da história, do maior mestre.

A universidade clássica forma, com exceções, homens e mulheres egoístas e imaturos. É raro alguém dizer: “Na minha faculdade, aprendi a ser sábio, a amar a vida, a superar conflitos e a ser solidário”. Os alunos são treinados para usar a memória como depósito de informações, mas não a pensar, a ter sutileza, perspicácia, segurança, ousadia. Recebem diplomas, mas não sabedoria. Sabem falar de assuntos lógicos, mas tropeçam nas pequenas dificuldades emocionais. E como mudar isso? O início está na luta pela superação da crise da educação.
Se você quer escrever uma bela história de vida, não se esqueça de que os pequenos detalhes inauguram grandes capítulos, portanto, comece pelos detalhes educacionais, necessários para o bem-viver de todos.