Na madrugada do dia 31 de março de 1964, sob o comando do general Olímpio filho Mourão, marcharam de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro com o objetivo de depor o governo de João Goulart, após a renuncia de Jânio Quadros. Na história republicana brasileira, ocorreram diversas intervenções militares de curta duração. Mas desta vez o país foi surpreendido por cenas de força e violência, tanques, jipes e caminhões ocupavam as principais cidades do Brasil.
 
A igreja católica, que até então era a favor do movimento, organizou marchas como a da família com Deus, a liberdade e a juventude universitária católica. Mas a partir de outubro de 1964, especialmente quando ativistas católicos foram presos e torturados, a igreja teve uma postura de denunciar as atrocidades do governo.
 
O golpe militar foi visto com alívio para os americanos, que temiam que o Brasil seguisse os mesmos passos políticos de Cuba, até então liderada por Fidel Castro. Somente com o tricampeonato da Copa de 1970, os brasileiros respiram um pouco de alegria.
 
No entanto, o atual oportunista, o então presidente Médici, tratou rapidamente de inserir sua imagem ao feito da seleção canarinho, divulgando sua popularidade à sociedade internacional, demonstrando o carinho que tinha pelo povo brasileiro. 
 
Médici era apresentado como um “homem do povo” e “apaixonado por futebol”. A vitória da seleção brasileira sobre a italiana, por 4 a 1, foi bastante explorada pela propaganda do governo Médici em slogans do tipo: “Ninguém segura este país” ou “Brasil: ame-o ou deixe-o”. No entanto, uma grande farsa deste general, pois a ditadura obteve em seu mandato um dos piores índices de torturas, desaparecimentos e mortes, inserindo uma falsa imagem ao povo brasileiro.
 
Mas tudo era colocado de forma que o país estava caminhando ao rumo certo e que estava sob controle. A ditadura teve fim somente no dia 15 de janeiro de 1985, quando o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, foi proclamado como novo presidente da república.
 
Era o fim do regime militar. Porém, Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. No seu lugar assume o vice-presidente, José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova Constituição para o Brasil, que apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.