Considerando o excesso de propaganda governamental a favor da camisinha, não custa lembrar o que dizem outras autoridades governamentais de países mais desenvolvidos que o nosso. A propaganda oficial afirma que o uso de preservativos (camisinha) é um meio confiável para evitar a contaminação pelo HIV, o vírus da Aids. O que fazem senão promover o sexo seguro (ou safe sex)? Mas existe sexo seguro?

Não! Não existe sexo seguro! E quem afirma não é a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), não, quem afirma é o órgão regulamentador do governo norte-americano FDA (U.S. Food and Drugs Administration), como pode ser visto no site www.fda.gov/oashi/aids/condom.html: “The surest way to avoid these diseases is to not have sex altogether (abstinence). Another way is to limit sex to one partner who also limits his or her sex in the same way (monogamy). Condoms are not 100% safe”.

Traduzindo: “O método mais seguro para se evitar estas doenças sexualmente transmissíveis é não fazer sexo mesmo (abstinência). Uma outra maneira é limitar o sexo para um único parceiro que também faça o mesmo (monogamia). Porque a camisinha não é 100% segura”. Isso é que é governo! Isso sim é que é orientação. O FDA, no mesmo documento, propõe que se considere a camisinha como “less risky sex”, ou seja, “sexo com menos risco”.

E só! Qualquer outra afirmação é ignorância ou má-fé. E mais: o FDA só aprova o lote de camisinha que apresenta até quatro preservativos em cada mil que não passam em um teste de enchimento com água. Você sabia disso? Ou seja, um em cada 250 terão problemas com camisinha com defeito de fábrica. E encher de água garante alguma coisa? E olha que nem consideramos a deterioração do látex, ocasionada pelas condições de transporte e armazenagem, o uso correto, a fricção e o calor gerado durante o ato sexual, etc.

Andar com um preservativo na carteira, nem pensar! Por isso que as pesquisas indicam falhas nas camisinhas de até 30%. Quem transa com um doente, também contrairá a doença em 2,5 anos, em média. Já segundo uma pesquisa feita pelas universidades de Columbia e Yale e publicada no Journal of Adolescent Health, nos Estados Unidos, 88% dos que prometem guardar a virgindade têm uma vida sexual ativa embora sem a penetração vaginal. E homens e mulheres têm seis vezes mais chances de fazer sexo oral do que os não-virgens. A pesquisa, também descobriu que o uso de camisinha entre os “virgens” durante o sexo anal é muito baixo. E para o sexo oral é quase inexistente.

Esse comportamento explica as taxas mais altas de doenças sexualmente transmissíveis (DST) do que o esperado para este grupo. Para piorar, os virgens demoram a buscar socorro médico, permanecendo infectados por DST mais tempo do que os outros. Se nossas autoridades governamentais não alertam nosso povo, especialmente os mais jovens, cabe a nós, religiosos, jornalistas e cidadãos divulgar e esclarecer.