Dos 21 versículos que compõem o capítulo 59 do livro do profeta Isaías, escritor do velho testamento, infelizmente, não encontramos em nenhum deles algo que possa nos encher de orgulho ou fazer elogios ou ainda trazer alguma espécie de conforto. Tudo isto por conta do caótico quadro político avassalador que se instalou sobre a Babilônia moderna, o nosso país. Observe, atentamente, para as severas advertências religiosas, psicológicas e jurídicas que o profeta, como inspiração divina, recebeu como real missão e de ser também o relator, como numa espécie de CPI, a tão famosa Comissão Parlamentar de Inquérito, para constituir e fazer valer a verdadeira justiça, que virá sobre todos, independente de possuirmos diplomas, ou para aqueles que gozam de algumas vantagens que a política “pode” oferecer temporariamente, como a imunidade parlamentar. Sobretudo, esta CPI também não acabará em pizza. Pois, neste tribunal, não haverá lugar para advogados, promotores, juízes e políticos corruptos.

Não haverá subornos e provas adulteradas, pois os olhos deste juiz estão por todos os lugares. O habeas corpus não terá mais valor. E quem tem ouvidos ouça: um juízo investigativo está também em rápido andamento, analisando a todos que estamos abaixo do sol. Mas, quem é o incorruptível, relator desta Comissão Parlamentar de Inquérito? E como ele vai poder dar garantia de justiça para todos? O relator é escritor, advogado e também profeta, que viveu nos anos de 760 a 698 a.C. Homem íntegro, honesto e sem mácula, assim como os bem poucos que temos dentro de nossas fileiras da nossa política brasileira. O profeta advoga a política de separatismo, isto é, de oposição.

Durante a vida dele, os impérios assírios, hoje para podermos entender quem são eles, adotamos como sendo os nossos políticos que vergonhosamente nos representam nos poderes legislativo, executivo e judiciário. E que adotaram e adotam por algum tempo a mesma política injusta e de opressão; e por algum tempo aquela e a atual Babilônia ainda procura seduzir, enganar, mentir e roubar o povo brasileiro. Leia, aprecie com muita atenção, para as cláusulas jurídicas em que o relator vai se basear para dar embasamento, para abrir esta CPI.

Das 124 cláusulas que vão dar sustentação a este inquérito, vamos somente as mais relevantes em potencial. Está registrado nos versos 3, 4, 9 e 14: “porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniquidades; os vossos lábios falam mentiras, e a vossa língua profere maldade”. “Ninguém há quem clame pela justiça, ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam no que é nulo e andam falando mentiras; concebem o mal e dão a luz a iniquidade”. “Por isso, está longe de nós o juízo, e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos na escuridão”. Citadas outras referências: Isaías Capítulo 1:17 – Capítulo 11:4 -Capítulo 28:17 e Capítulo 33:15,16.

Caro amigo leitor: com toda a modéstia e simplicidade, precisamos admitir que este tema é merecedor de um aprofundado estudo por parte de nossas igrejas, universidades, e a própria sociedade como um todo. Após esta conscientização, é imperativo que façamos uma reflexão e avaliação sistemática no sentido de compartilharmos uns para com os outros a necessidade urgente de começar uma cruzada a favor da justiça, ética e da moral. E que esta cruzada possa iniciar-se dentro dos nossos lares, e que venha a se estender até aos órgãos públicos, privados e mais uma vez a participação maciça da sociedade. Que possamos abraçar verdadeiramente a bandeira da justiça, para que, no futuro, não venhamos a sofrer nenhuma retaliação. E, acima de tudo e religiosamente, não vir a sofrer nenhuma espécie de condenação da parte da CPI, instaurado não só para investigar a dimensão da corrupção, mas como também vai investigar os corruptos em todos os seus setores. Enfim, ajuizar toda a maldade nacional.