Aqueles que não respeitam a dignidade política e se valem de todos os meios imorais para tirar proveito deveriam ao menos ter consideração com os brasileiros honestos e que pagam a alta carga tributária no país. Esses políticos fajutos, sorrateiros e desonestos, que participam direta ou indiretamente de ações desleais, para ofender a dignidade de seus adversários, não mereceriam continuar exercendo a vida pública.
Diante do presente quadro político em que suspeitas gravíssimas e cercadas de indícios substantivos dão conta de que o partido governamental tem a chave dos sigilos bancários e fiscais de brasileiros, bem como o poder de interferência nos órgãos públicos, só nos resta lamentar este momento delicado em que vivemos.

O país, com o descaso de brasileiros, está sendo engolido direitinho pelo buraco negro petista. Hoje, qualquer cidadão de bem, mais responsável e sem sectarismo partidário, não tem dificuldade de identificar que está em curso, no Brasil, a ordem petista: o estado paralelo aos direitos constitucionais, que emprega métodos autoritários utilizados na Rússia de Vladimir Putin, que desrespeita os tribunais, que invade a privacidade dos sigilos bancários e fiscais dos cidadãos e adversários políticos, que aparelha as instituições públicas para uso partidário, enfim, está em curso uma lamentável desmoralização do Estado Democrático de Direito.

Assim, estamos diante de um fato singular, inusitado: alguém se acha todo-poderoso para questionar os valores da república, porque que tem o apoio inconsequente de grande parcela de eleitores, que não sabem avaliar o atual momento de desrespeito aos sagrados direitos constitucionais.
Se o PT não tem explicações a dar, como tergiversa o seu presidente, José Eduardo Dutra, qual outro partido teria interesse em mandar violar os sigilos fiscais de seus adversários?

Perplexidade! A que ponto se presta um político, sem escrúpulo, sem respeito aos brasileiros que pagam a sua mordomia no senado, para vir, com frágil argumento, tentar blindar o governo e a candidata Dilma Rousseff: “O governo não bisbilhota ninguém. A informação da Receita é que há requerimento da filha do Serra pedindo a quebra do sigilo e Darf do pagamento apresentado para pedir a quebra do sigilo – Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no senado.”

Romero Jucá é um recorrente porta-voz brejeiro, sem senso de ridículo, afeito a fazer qualquer defesa do governo. Só que deveria ser prudente, pois o tal requerimento, apresentado à Receita Federal pelo contador Antônio Carlos Atella, petista de carteirinha, era apócrifo: assinatura falsa e autenticada por carimbos falsos.