Labirintopatia é a afecção determinada por comprometimento do ouvido interno (labirinto). O labirinto congrega as funções da audição e do equilíbrio. As causas das doenças labirínticas são variadas, tais como: alterações bruscas de pressão atmosférica (mergulho, avião, subidas de serras e montanhas), doenças pré-existentes (diabetes, hipertensão e reumatismo), hábitos como excesso de cafeína, álcool e tabagismo, traumatismos na cabeça, traumas sonoros por excesso contínuo de ruído, por problemas de irrigação do labirinto, uso de certos medicamentos, causas virais, associadas à sintomas de ATM (articulação tempôro-mandibular), DTM (disfunção tempôro-mandibular) e estresse.

Pode-se citar alguns tipos de labirintopatias como Doença de Menière, Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) e Labirintite. Os sintomas são: vertigem, sensação de desequilíbrio, zumbidos em um ou ambos ouvidos, náuseas, vômito, nistagmo (movimento anormal dos olhos que tem um componente rápido e outro lento), palidez, sudorese e/ou diarréia nas crises labirínticas mais graves. As vertigens “tonturas” são a segunda maior queixa em consultórios médicos.
A labirintopatia pode ser diagnosticada através do exame otoneurológico. Depois do exame, o médico poderá prescrever o melhor para o seu paciente, desde medicamentos até atendimentos fisioterapêuticos. O tratamento pode ser medicamentoso e/ou fisioterapêutico.

A atuação da fisioterapia na reabilitação vestibular, através de protocolos de exercícios, tem o objetivo de restabelecer o equilíbrio, prevenir recorrências, visando reintegrar o indivíduo ao ambiente, recuperando sua autoconfiança e contribuindo para uma melhor qualidade de vida.

A reabilitação vestibular é uma técnica que vem apresentando melhores resultados para resoluções das alterações labirínticas. É possível obter cura completa em 30% dos casos ou diferentes graus de melhora em 80% dos pacientes vertiginosos tratados exclusivamente por meio de exercícios de reabilitação. Os exercícios além de fisiológicos e altamente eficazes são inócuos e sem efeitos colaterais. O prognóstico costuma ser excelente e os resultados são gratificantes, na maioria dos casos.