A liberdade foi e sempre será para a maioria, guardadas as devidas proporções, o ponto de equilíbrio da população no planeta. Ao contrário do que se imagina, sistematicamente, caracterizará o estreitamento filosófico do grupo que tem em sua base o termo de responsabilidade para a conquista do direito a soberania nacional. No Brasil, por exemplo, esta palavra “liberdade” não soa muito bem na atualidade nos mais variados círculos da sociedade – salvo – alguns poucos aquinhoados do processo que, deliberadamente desentoam as leis, cujos deveres e direitos deveriam ser acima de qualquer suspeita para todos, indeterminadamente.

Embora tenha avançado no quesito sociabilidade, o conjunto político/partidário/civil, mesmo sendo respaldado por milhares de eleitores, comete seguidamente gafes em detrimento da classe menos privilegiada. Um dia isto vai ter que mudar, porque a revolta popular poderá suplantar até as maiores e imponentes forças balísticas e intelectuais do grupo dominador. Ninguém deve pagar para ver. Voltando um pouco ao tempo, vimos que nós, brasileiros, já passamos e enfrentamos algumas situações sendo muitas delas não tão boas, e outras com bastantes dificuldades.

Pode parecer exagerado o que pretendo expressar neste texto, mas, para aqueles que conviveram com o episódio e até o presente momento, 48 anos atrás, quando se iniciou o regime militar, para época pode ter sido não favorável, porém, para os dias atuais, seria oportuno dado o estado deprimente em que nos encontramos sob as ordens sociais de leis estapafúrdias descumpridas por muitos e determinadas para todos, sem contar com o comando organizado criminoso que atormenta e deixa em polvorosa e penaliza cruelmente os cidadãos de bem deste país.

Para não esquecer o que ocorreu, “o golpe militar de 1964 designou o conjunto de eventos acontecidos em 31 de março do mesmo ano no Brasil, e que culminaram em um golpe de estado (chamada pelo estado que se seguiu como uma “Revolução de 64”) que interrompeu o governo do presidente João Goulart, também conhecido por Jango, que havia sido democraticamente eleito vice-presidente, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – nas mesmas eleições que conduziram Jânio Quadros à presidência pela União Democrática Nacional (UDN). Jânio renunciou o mandato no mesmo de sua posse (1961) e João Goulart, que deveria assumir o cargo, segundo a Constituição vigente à época, estava em viagem diplomática na República Popular da China. Militantes de direita acusaram Jango, como era conhecido, de ser comunista e o impediram de assumir como mandatário no regime presidencialista. Então foi feito um acordo político e o Parlamento Brasileiro cria o regime parlamentarista, sendo João Goulart chefe de estado.

Em 1963, há um plebiscito e o povo brasileiro votou pela volta do regime presidencialista, e João Goulart finalmente assume a presidência da república com amplos poderes. Foi à gota d’água para o Golpe de 1964 que submeteu o Brasil a uma ditadura militar que durou até 1985, quando, indiretamente, foi eleito o primeiro presidente civil desde o golpe de 1964, Tancredo Neves. Durante este período, obviamente, houve restrições às pessoas, liberdade tolhida, prisão, mortes e até expulsão do país de pessoas que agiam contra o regime dos militares”.

Seguindo a ordem dos fatores, se não vejamos, quem viveu tudo isso no passado e analisando criteriosamente o presente, pode chegar a uma conclusão convicta de que melhor ser restringido por um comando de segurança nacional do que por uma facção criminosa, que, aliás, cresce organizada e está infiltrada em todos os locais da sociedade até em parte dos poderes constituídos. Dentre a repressão do regime militar que perdurou por 20 anos e a falsa liberdade de hoje não há a menor dúvida de que é preciso aceitar, mesmo não concordando, com a imposição de alguém, ou seja, da força armada que tenha coragem de colocar ordem este sistema atual desorganizado, de corrupção, de jogatina às escuras em conluio com o submundo do tráfico, de insegurança e de vida libertina que caminha velozmente para o descontrole social. A desilusão popular está estampada no semblante dos brasileiros trabalhadores e honestos, pasmem os senhores, que não suportam mais viverem aprisionados nesta simulada redoma democrática. Liberdade sim, libertinagem não.