Mais um ano começou, renovamos nossas esperanças de dias melhores, que os dias que iremos viver em 2010 sejam mais coloridos. Porém, para isso, devemos antes de tudo valorizarmos cada momento que a vida nos oferece. Na igreja católica, temos vários exemplos de pessoas que amaram de uma tal maneira a vida que a transformaram num mar de felicidade, mesmo vivendo em meio a dificuldades e sofrimentos.

Que dizer de pessoas como São Francisco de Assis, a Beata Madre Tereza de Calcutá, entre outras que sentiram a alegria de estar servindo a Cristo na pessoa dos sofredores, leprosos, gente de rua que a sociedade baniu do seu convívio?
Santos como esses nos deram uma grande lição de que a felicidade não está presente em lojas, carros novos, mansões, mega-senas acumuladas, mas está presente num lugar onde pouco temos procurado, “dentro de nós”.

Jesus Cristo nos deu uma grande lição ao dizer que o que contamina o homem não é o que entra, mas o que sai, pois a boca fala o que o coração está cheio, uma vez que é do nosso interior que vêm os pensamentos negativos, as reclamações, insatisfação com o que temos, etc. Todos sabemos que só valorizamos a saúde quando estamos doentes, que só sentimos quanto muitas pessoas do nosso convívio eram importantes para nós quando vamos ao seu velório, mesmo assim, insistimos em buscar a felicidade onde toda a humanidade já fracassou.

Se olharmos os avanços tecnológicos que trazem “conforto e comodidade”, tais como celular, internet, TV por assinatura, tudo indica que seríamos a geração mais feliz de todos os tempos. Puro engano. Nunca se viu tanta gente depressiva, clínicas psiquiátricas lotadas, o que indica que a felicidade continua mandando seu recado dizendo que ela está naqueles que sabem valorizar a vida, que são apaixonados por ela e que não esperam dias melhores, mas transformam os dias ruins. Para isso, não precisamos viver em função da paranoia do consumismo, de querem ser o primeiro, pois são esses fatores que nos furtam a felicidade.
Precisamos olhar para o exemplo de nossos antepassados que tiveram dificuldade que muitos de nossos jovens jamais sentirão, quando, por exemplo, não existia água encanada, energia elétrica, mesmo assim viviam em paz com o maior presente que o autor da existência nos deu: a vida.

Portanto, se quisermos que 2010 não seja apenas mais um ano que inicia igual aos demais, devemos entender que o ano novo também deseja ser melhor e que, para isso, temos que encarar cada novo dia como uma oportunidade de colorir a existência, e ter a consciência de que mesmo nos dias em que o sol não aparece, ele está por detrás das nuvens, e aí lembramos de que o nosso Deus Pai também está sempre a nos vigiar e estender a sua mão para nos ajudar a fazer da vida que Ele nos deu um espetáculo incomparável.