Há milhões de anos, originou-se por meio de sucessivos derrames de lava vulcânica a Serra Geral, formação geológica que configurou a paisagem geográfica de uma das mais belas regiões do Brasil.
Com a descoberta do carvão, por volta de 1820, e com o advento da Lei n° 1.904, de 17/10/1870, que concedeu o dote à Princesa Isabel, por ocasião do seu casamento com o Conde d’Eu, a região torna-se atraente para a ocupação humana e as correntes migratórias e imigratórias vêm para esta terra em busca de vida próspera. 
 
O fenômeno da ocupação humana promoveu a consolidação das terras com características de pensares e agires dos colonos de origem europeia. Desta forma, as bases de uma região ímpar, formada por municípios de pequeno porte, mas de grandeza histórica, cultural e social, concretiza-se.
 
O passado é o condutor da vida presente e a bússola do futuro!
Nisto antevemos, em nosso planejamento, os desejos de uma vida cotidiana com propostas alternativas para os segmentos que sustentam nossa economia e nos dão projeção social.  
 
A partir de nossas comunidades, engajadas num projeto de união para que, no labor de uma região, a sustentabilidade seja possível. Esta se consolida num caminhar pavimentado, sem falhas que possam comprometer a nossa coragem de sermos regional com pensamentos voltados ao futuro. 
 
Lideranças comprometidas são a premissa básica para sonhar progresso. No sonho regional, as comunidades e as pessoas protegem-se e pisam sobre rochas para sustentar objetivos comuns.
A unidade de uma região acontece por políticas que contemplam todas as comunidades, sem que uma seja a estrela e que todas, em suas peculiaridades tenham brilho próprio. No investimento, deve estar a potência e, na distribuição, a solidariedade, pois desigualdade não condiz com pessoas.
 
Sustentar interesses individuais é excluir a possibilidade da paz coletiva, pois, na ansiedade de compensar necessidades, a pessoa mobiliza-se e, se isso acontecer, sem uma identidade construída em ambientes sadios, a possibilidade da desordem social pode ocorrer. Na hipótese do interesse particular, a sociedade sempre estará impaciente. A política de princípios coletivos, represa atitudes que desestabilizam a paz.
 
Na falta de políticas públicas comprometidas com os direitos de cidadania, espaços geográficos se massificam sem ordem social, com espertos manipulando livremente seus interesses sobre a ansiedade de quem luta pelas necessidades básicas de vida. 
 
Neste momento, há que ser ativa a nobreza humana, sua cultura, por meio das organizações que ensinam a pensar, as escolas, para chamar todos a uma reflexão sobre o tudo que nos envolve num determinado momento. 
Estamos nas Encostas da Serra Geral, na Amesg, vivendo um estado de coisas e precisamos pensar sobre o nosso potencial cultural no enveredamento de uma possível permanência em nossa Terra Chã. 
 
Para isso, nasceu a Febave, que criou o Unibave, para ser uma escola superior no contexto da região, unindo-se com quem está na luta para promover o fortalecimento de um espaço geográfico que ampara comunidades com o afã de dar a si e a seus filhos a certeza do futuro estável.
 
A Amesg é substantivo e predicado decorrente da consolidação de um sonho. Alimento de esperanças, realidade incontrastável que jamais deixará de existir para as pessoas de bem.
 
Logramos êxito em projetos de união de nossa região, muito temos a fazer e o faremos… Ainda sentimos gritos fortes sobre nossas cabeças baixas, entoando ideais falsos, menos para si, de que a luz virá, dito num tom profético, pois nossa cultura é passível desta fala, devido a nossa boa formação de crentes da verdade. O que não nos intimidará e nem nos fará recuar.
 
Temos muitas cabeças levantadas, escudando o nosso povo das ameaças à nossa democracia no território Amesguiano definido como chão das póvoas que têm registro histórico no seu berço.  
 
A nossa escola superior, o Unibave, se manterá viva sobre as terras da Amesg, das Encostas da Serra Geral…, dialogando com o Sul catarinense e indo além, com aqueles que querem democracia e o bem estar social para pessoas que têm, como capital mais importante, a sociedade que as protege.