Fiquei muito contente com a finalmente resolução por parte da operadora TIM Celular S.A. do bloqueio do meu aparelho telefônico celular, após a sétima tentativa neste sentido. Teria ficado muito mais contente se o bloqueio tivesse sido feito logo após o roubo (ainda em janeiro), de maneira normal e justa, sem precisar recorrer a recursos praticamente extremos.

A operadora TIM, usando os meios de comunicação, faz agora saber que se encontra gratuitamente à minha disposição um aparelho telefônico celular em uma das suas lojas aqui na cidade de Tubarão.
Eis minha resposta a essa oferta, também pelos meios de comunicação: a oferta eu não posso aceitar. O que posso fazer é adquirir, via compra, um novo aparelho da mesma operadora (é o que certamente farei, também pela necessidade deste meio de comunicação para o meu trabalho).

A oferta gratuita de um novo aparelho, revelada por parte da operadora uma conduta de me privilegiar de modo especial, certamente movida pela posição que ocupo na frente de uma Diocese (vejo isso até positivamente). Mas, de sã consciência, não posso aceitar essa oferta, pois, nesta situação, quero sentir-me um cidadão igual aos demais cidadãos, um cliente igual aos demais clientes, que, uma vez lesados por um problema ou de perda ou de roubo (como foi o meu caso) do seu aparelho telefônico, possam resolver a sua lesão normal e justamente, sem precisar viver um desgaste sem sentido e injusto.

Mais, se todos os lesados, precisando usar até recursos extremos para resolver os seus problemas, fossem beneficiados com este privilégio de uma oferta gratuita de um aparelho novo, até poderia aceitar.

Está em jogo somente uma questão de justiça.
Espero que esse episódio, no qual fui envolvido, sirva também para que possamos andar por caminhos mais tranqüilos e justos, especialmente na questão de telefonia. É uma voz popular não pequena que clama neste sentido.