O extraordinário preço do desenvolvimento é este que todos veem e sentem no corpo e na mente o tempo todo, 24 horas por dia. As últimas duas décadas, notadamente, foram preponderantes para o agravamento do ambiente. Organizações especializadas tentam através de estudos uma resposta lógica, mas relatam apenas parte da problemática que nos cerca. O resto fica literalmente bem distante dos números oficiais. Talvez, melhor assim. O que pretendo descrever vem de forma irônica, sendo invariavelmente, vivenciado por cada um de nós nesta trepidante vida maluca.

Se não fosse desgastante e humilhante, com certeza, seria cômica a enfileirada situação dos cidadãos na atual conjuntura mundana. Caros amigos, leitores, vocês já perceberam o quanto andamos na contramão da indiana fila da vida? Pra se ter ideia, a começar no lar, por exemplo, tem de esperar a vez para poder usar de maneira restrita alguns ambientes essenciais. Nem tudo são flores nas famílias. Nas ruas, onde todos se cruzam, o vai e vem de gentes de todas as raças e idades é uma constante.

Nas vias por onde passam os veículos, seja no transporte coletivo ou particular, os intermináveis engarrafamentos causam aborrecimento e estresse, quando não ocorrem os acidentes originados pelos desatentos e apressadinhos furões do trânsito. No comércio, em supermercados, panificadoras, farmácias e afins, ah, nem se fala, por onde andamos existem sequência de pessoas em todas as direções, para pesquisar preços, comprar, depois, volta-se ao alinhamento para pagar. Nesta correria diária, perde-se mais tempo precioso, energia física e espiritual.

Por tudo, a que custo acreditar é como pode haver filas inveteradas, modo de dizer, demasiadamente para atendimento urgente na área da saúde. Uma hipocrisia e brutal discrepância dispensada especialmente para os menos protegidos do (famigerado) poder econômico. Na realidade, penso que não há no mundo uma viva alma que se diz gostar de esperar para comprar, pagar algo ou ser tratado nessas acachapantes circunstâncias. Aliás, hoje em dia, quem não entra na famosa fila está completamente excluído deste mecanismo sistema (nervoso). É bom lembrar que os portadores de privilégios são poucos, a conhecida burguesia.

Aguenta coração e haja paciência! Confesso não gostaria de citar neste texto, para não se tornar maçante, as questões muito debatidas no dia-a-dia como, educação, saúde, segurança pública, esgotamento saneamento, habitação, agricultura, assistência social, salário do trabalhador, aposentadoria idônea para todos, entre outras atividades inerentes e de inteira responsabilidade dos governantes, mas este conjunto altamente pragmático não pode ficar de fora do conteúdo humano. Então tá, este “pacotão” de serviços e contorção em espiral da vida atual aqui mencionado transcorrem com absoluta transparência e normalidade, de acordo com os detentores no poder.

Acredite se quiser. Paga-se pra nascer, é muito caro pra viver, e, pasmem, pra morrer também – será que não está todo mundo louco?! Num espaço de muita gente com recursos naturais de menos, entendo, pois, que o universo não foi preparado adequadamente para o futuro e nem compatibilizou-se com o avanço tecnológico. Embora inúmeras oportunidades surgissem, visto que, não compatíveis com as necessidades divisíveis da sociedade moderna, bem ou mal, todos lutam por seus ideais.

Tudo que ofusca e frustra as pessoas deveria ser contabilizado para se chegar ao raios-x da desastrosa defasagem deste efêmero sstado social. Puxa! Que droga de situação cuja ciência, apesar de mostrar como devemos seguir a história natural das coisas, nem assim como os únicos seres inteligentes que somos temos capacidade de nos entender neste titânico planeta ainda muito misterioso!