Vivemos em uma época em que é imprescindível a busca contínua por conhecimentos com o objetivo do progresso econômico, industrial e social. A informação nos dias atuais possui grande valor em qualquer setor e atividade. Contudo, de nada adianta informação sem análise e decisão, ou seja, aplicação do conhecimento. Um exemplo disso é a infinidade de informação que temos na internet.

Outro fator essencial diz respeito ao conhecimento produzido nas universidades. Os pesquisadores, professores, estudantes, etc. lidam com informação e a transformam diariamente, por meio de pesquisas, ensino e extensão, ampliando os benefícios e contribuindo decisivamente para o progresso do país.

Mas, como são gerados e transferidos esses conhecimentos? A identificação do conhecimento produzido e sua proteção como ativo de Propriedade Intelectual (PI) é a primeira etapa. Após, passamos para a fase da transferência de conhecimento e tecnologia, ou seja, fornecer o conhecimento de quem criou e tem a titularidade para quem necessita e não o tem à disposição.

O conhecimento relacionado à inovação, normalmente gerado a partir da pesquisa e do desenvolvimento, pode gerar ativos de Propriedade Intelectual (patentes de invenção, modelos de utilidade, marcas, programas de computador, etc.). Tais inovações estimulam o desenvolvimento econômico e social das regiões e do país. Temos algumas leis que facilitam e incentivam este processo (ex. Lei de Propriedade Industrial, Lei da Inovação, etc.).

Então, gerado e protegido o ativo de PI, sua transferência é efetivada por meio dos chamados contratos de transferência de tecnologia. Existem algumas formas de contratos de transferência de tecnologia, vamos citar três: Contrato de Cessão, que é a transferência de titularidade do direito de propriedade intelectual; Contrato de Licenciamento, que é o uso do direito de propriedade intelectual de forma exclusiva ou não; e o Contrato Geral de Transferência de Tecnologia, que é o fornecimento de informações não amparadas por direitos de propriedade industrial e serviços de assistência técnica. 

Uma outra forma de transferência de conhecimento é o chamado Intercâmbio de Conhecimentos, que é um processo interativo que permite que tecnologias e conhecimentos já desenvolvidos sejam interpretados e adaptados, mediante realidades específicas e valores particulares (Embrapa, 2014; Gonzaga, 2010). 

A intenção aqui não é esgotar o tema, mas incitar a curiosidade. Por fim, a tecnologia é algo dinâmico e está em constante evolução, e que traz novos benefícios para a sociedade, por isso, é importante que cada cidadão e empresário conheça os métodos e formas existentes para geração da inovação e da propriedade intelectual, bem como da efetivação da transferência de conhecimentos/tecnologias.