Nos muitos e-mails que recebo, há uma tônica: “desejo guardar dinheiro, mas não consigo”; “ganho até bem, mas não sei para onde vai o meu dinheiro”. Enfim, em muitos casos, vejo que a questão principal não está nos valores que entram na conta corrente, e sim nos gastos.
O princípio em se gastar menos do que se ganha é algo que pode parecer muito simplista, mas na verdade envolve um trabalho mental muito grande. Na verdade, uma reeducação mental.

Na verdade, não adianta adquirir softwares monumentais que vendem a imediata organização de suas contas se você antes disso não promover o equilíbrio dentro de si mesmo.
As pessoas, em sua maioria, em vez de equacionarem seus gastos, preferem lutar para ganhar mais. E, numa corrida desenfreada, tentam a todo custo aumentar sua receita. E esta postura gera algumas consequências, como, por exemplo:
• Brigas por causa de dinheiro – a maioria das separações e divórcios tem raízes no gerenciamento inadequado do dinheiro;
• Necessidade de trabalhar além do expediente normal para receber hora-extra, o que significa ter menos tempo para a família e atividades de lazer;
• Gastos com supérfluos para satisfazer desejos psicológicos em resposta a problemas de depressão e angústia.

É simples: quando se gasta mais do que ganha, as repercussões não atingem apenas o bolso do brasileiro, atingem sua vida em diversas outras áreas.
Ok, Flávio, mas o que faço então para resolver este problema?
Como fazer “sobrar salário no final do mês”?
Vou relacionar algumas dicas úteis para seu dia a dia que, se aplicadas com disciplina, podem te conduzir a uma vida financeira mais equilibrada e responsável. Elas funcionam muito bem comigo e minha família.

Pare de comprar a prazo – Lembre-se de que as compras feitas em prestações comprometem seu fluxo de caixa futuro na medida em que parte de seus futuros holerites já estarão “consumidos” por uma ou mais dívidas. Tenha um controle de seus desejos e, se o produto que você tem em vista comprar é de fato uma necessidade, faça um bom planejamento para tentar quitá-lo à vista.
Cartões de Crédito – Não vejo o cartão de crédito como um vilão. Ele é uma ferramenta facilitadora. O segredo é saber usá-lo. Mas lembre-se: uma coisa é gastar o mínimo possível, outra é pagar o mínimo. Não entre nessa. Pague sempre a fatura total.

Anote todas suas despesas – Tenha um controle total de seus gastos, desde financiamentos de veículos e eletrodomésticos, aos de menor valor, como contas de lanchonetes e padarias. Você precisa ver para onde está indo o seu salário e, a partir daí, refletir se ele está sendo bem gasto.
Planeje seu futuro – O segredo do bem-estar financeiro não reside no futuro que determinadas metas descrevem, mas sim nas mudanças que provocam hoje, aqui e agora. A partir do momento em que você estabelece objetivos para o seu futuro – tais como uma viagem de férias, um plano de aposentadoria ou a compra de uma casa – você motiva-se a gastar menos no presente.

Consequentemente, haverá uma razão mais forte para economizar, o que contribuirá para aumentar suas chances de fazer sobrar dinheiro no final do mês.
Conclusão: gastar menos do que se ganha é essencial para que suas finanças fiquem equilibradas. Sem uma vida financeira equilibrada, é quase impossível ter uma vida igualmente estável e harmoniosa nos seus aspectos não financeiros. É possível, sim, não só fazer sobrar dinheiro no final do mês, mas também criar espaços de liberdade em sua vida, onda a escravidão da dívida seja apenas uma vaga lembrança do passado e o futuro de independência financeira aponte para novas e saborosas conquistas!