O mundo encantado e ao mesmo tempo amedrontado que ronda a nossa volta é uma realidade que faz sentido do nosso dia-a-dia em qualquer parte do globo, sendo que em certas ocasiões não sabemos discernir exatamente o que isto representa de benéfico ou nocivo agora e no futuro. As circunstâncias são diversas e concentram-se desde uma satisfação momentânea até uma desgraça intermitente no progresso da evolução social e intelectual da humanidade.

Como somos ligados a grupos de indivíduos que vivenciam situação agradável, mas também condição desfavorável, em face da transformação sistematológica, não é anormal tentar compreender o que realmente ocorre com o ser sagaz neste espaço universal. Só para se ter um ponto de referência da autenticidade dos fatos, há hoje no mundo 30 guerras ou conflitos em andamento. É o maior número desde os anos 90, que foi uma das piores décadas recentes.

Cientistas políticos e econômicos afirmam que o maior responsável por boa parte destas desordens mundanas é proveniente dos Estados Unidos, mormente com as guerras do Afeganistão e do Iraque. Mas há outras, várias outras. A pior região do planeta não é o Oriente Médio, que leva a fama, mas a África, que não desperta tanto interesse midiático. O império e a soberania, a falta de víveres que representa fragilidade, e a introdução alucinógena – as drogas que atingem a todos estupidamente – tudo isso deve ser analisado com máximo critério.

Cálculos do Departamento de Pesquisa de Conflitos e Paz de uma universidade da Suécia alertam que Estados em Conflitos Armados são assustadores, como organizações criminosas declaradas e disfarçadas, também, além das Farc, por exemplo, e o brasileiro Comando Vermelho. São dados que refletem preocupação, em tese, de perversos governantes, cujo objetivo principal é com o crescimento econômico, ou seja, “money”. O resto é meramente detalhe. Diferente de uma nação africana faminta e impotente, a insurreição ora presenciada de grande parte do povo do Oriente Médio, que cansado de seguir orientações retrocedentes e reacionárias de famílias detentoras do poder, expressa muito bem o pensamento e sentimento da falta de respeito e liberdade, os quais são desejos essenciais de sofridas criaturas que reivindicam há décadas anuência ideológica e políticas democrática, religiosa e social.

A indolência e os desmandos administrativos produzem reflexos ilimitados em todos os setores, especialmente em alguns países, como a exaltação dos mais variados tipos de drogas, incluindo o demoníaco e destruidor crack, atingindo altamente as camadas mais vulneráveis da desajustada sociedade moderna.
Recentemente, escrevi um artigo com este tema, publicado aqui, assunto pertinente que vem causando enormemente inquietação em toda civilização, pela sua grandiosidade. Não poderia ser desigual até porque os números são aterrorizantes no alto e baixo clero da esfera terrestre. Pesquisa sobre violência 2011, divulgada pelo Ministério da Justiça, apontou que entre 1998 e 2008 a taxa de homicídios no interior aumentou 38,6%, enquanto as capitais e regiões metropolitanas reduziram seus índices em 24,6%. De acordo com o estudo, houve deslocamento dos pólos da violência para os locais com menor presença do estado na área de segurança pública.

Isso demonstra a falta de políticas específicas para combater a criminalidade em municípios de médio e pequeno porte, o que se verifica, a saber, na região da Amurel. Agentes como tráfico de drogas, comércio clandestino de armas e policiamento precário contribuíram para o aumento das taxas de homicídio no interior do país. Quem sabe não será este o momento para a mais nobre meditação dos homens, restringindo da melhor forma a delével distância entre os povos do planeta. Deus criou universalmente apenas um mundo, o da humanização que compõe o ontem, o hoje e sempre. O outro foi insensivelmente desenhado por nós mesmos.