David de Souza Machado
Bacharel em Administração e professor de Inglês

Certamente você já foi ao “shopping Center” comprar algum “smartphone”, “notebook” ou se deliciar com um saboroso “fast food”, tipo “Milkshake”, “hot dog” ou “hamburguer”, de preferência “light” porque você quer se manter “fitness”. Estando lá deve ter ido ao melhor “point” para um maravilhoso “happy hour”. Quis comprar alguma roupa só porque a “top model” achou “fashion” e que ainda por cima está “on sale”. Seu filho já lhe pediu um “Playstation” e você comprou aquela “make up” porque viu em um “outdoor”.

É inegável afirmar que a língua estrangeira inglesa está presente e muito em nossas vidas. E não é só em palavras soltas e neologismos. Manuais de produtos, rótulos de alimentos, as séries e filmes de “Hollywood” e os “softwares” de computador. Tudo gira em torno da língua inglesa.

E infelizmente, os “rankings” que avaliam a fluência da população de um determinado país só pioram quando se referem ao Brasil. Atualmente, nos encontramos em 41º lugar em uma lista de 70 posições dos países com melhor fluência na língua. Em números, apenas 5% da população brasileira apresenta fluência no idioma. Fato este endossado pela precariedade do nosso sistema educacional público, que não prioriza o segundo idioma na grade curricular do estudante brasileiro. Embasados em um aprendizado gramatical, de aquisição de vocabulários desconexos e foco em verbo “to be”, assistimos profissionais cada vez menos capacitados para atuarem no mercado estrangeiro.

Dessa forma, as empresas têm hoje o inglês como diferencial na hora da contratação. Mais e mais profissionais concluem o ensino superior, mas fracassam em entrevistas de empregos por ter um “básico” no currículo quando se refere ao idioma. Empresas buscam por profissionais que possam fazer o meio de campo em negociações exteriores, acordos de exportação ou até mesmo que compreendam o que o “report” de erro em seus aparelhos comprados no exterior quer dizer. As áreas de TI, engenharia, “marketing”, administração e relações públicas já veem o idioma como essencial, não mais um diferencial como antigamente.

Por essas razões, invista em si mesmo (a). Estude inglês, expanda seus horizontes. Não seja mais um na corrente. Não espere um “insight” ou o “feedback” de alguém para iniciar seus estudos.