Michell Sombrio
Graduado em Gestão Pública

O mundo sempre teve problemas crônicos de violência. A novidade agora é como nossos jovens entendem e convivem com isso.

A proposta de revisão do estatuto do desarmamento, em aberto no Congresso e na discussão da sociedade, talvez não precisasse ser uma prioridade ou um dos principais assuntos neste momento violento que o país passa, se outras ideias de defesa fossem adotadas. Educação, conhecimento, cultura e sentimento de respeito ao próximo também são armas contra a violência.
A humanidade sempre viveu em crise consigo. E isso não é novidade, só não conseguimos enxergar tão amplamente. Desde os tempos antigos, entrar em conflito, guerra, perseguição ou tomada de territórios faziam parte do folclore das nações e povos.

Voltando a 2018, temos guerras em todos os lados. E a começar pelos centros de informação. Nos últimos tempos, ler o jornal se tornou uma experiência entristecedora e revoltante. A violência no Brasil é escancarada, fato ultrajante como o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, no Rio de Janeiro, por autor e motivo ainda não identificados.
Na cultura popular, estamos rodeados de informações negativas. As redes sociais não são as culpadas disso, pois são apenas o caminho pelo qual a mensagem corre. É que a pauta é esta diariamente. E como local de grande circulação de jovens por meio de suas telas de celulares, percebe-se que a violência, os maus costumes, a insegurança, a falta de compromisso e respeito com o próximo, independente de qual grupo ele faça parte, o movimento da violência caminha dia após dia.

Seria o caso de ampliar a discussão de costumes e interesses da sociedade? Talvez. Precisamos tomar medidas para que mais oportunidades de trabalho sejam criadas, que as escolas ofereçam condições de estudo adequadas, que os professores tenham melhor remuneração e mais incentivo, que as crianças aprendam em casa, nos clubes, na rua, na igreja, e entre os amigos, que violência, ódio, rancor, fazem mal a toda a sociedade. Competição por vagas de trabalho, por chances de melhorar de vida precisam ser ponderadas.

Temos ainda um perigoso detalhe que são as drogas. Famílias que vivem em conflito não são celeiros de bons pensamentos e isso incentiva a juventude ao mau caminho. E a escola é fundamental, mas não o único local de debate sobre o assunto.

O caminho para uma melhora é árduo, difícil, cheio de opiniões divergentes e pode custar muito caro. Mas ninguém tolera viver em um país com tantos problemas que parecem não ter solução. E se não formos capazes de enfrentá-los, os conflitos vão continuar se perpetuando, inclusive para as próximas gerações.