Esta rodovia que corta todo o litoral de Santa Catarina, e que recebe nos dias atuais intenso trânsito de veículos, quer no extinto norte-sul como inverno e inclusive dos países como Uruguai, Argentina e Chile, tem uma história de campanhas realizadas até a divisa com o Rio Grande do Sul. Nos anos 50 do século passado, foram executados trabalhos de abertura, implantação e terraplanagem entre Biguaçu e Florianópolis, Laguna e Tubarão, e entre Araranguá e divisa com RS, e depois tudo parou. 
 
Na década de 60, movimentos de clubes de serviços de Blumenau lançaram campanha SC precisa da BR-59. Com a vinda do então ministro Juares Tavora, após regime de 1964, os trabalhos foram licitados e, sob comando do ministério de Mario Andrezza, foi atacado todo o trecho estadual, já com a denominação de BR-101. Implantada, passou a receber todo o trânsito que se dirigia ao centro do país pela BR-116, antes BR-02. Ficou saturada em poucos anos, até se anunciar a duplicação que está em fase de conclusão aqui e no RS está pronta. Porém, ela não segue pelo litoral no Paraná, desviando pelo interior por Curitiba até encontrar a BR-116 e chegar a SP. 
 
O ato agora da presidenta Dilma Rousseff assinando ordem de serviço para a grande ponte entre as lagoas de Imaruí-Santo Antônio, em Laguna, e um marco histórico. Antes, a ligação com o sul do estado era somente pela ponte ferroviária – hoje sucata vista entre as lagoas – ou então transitar por estradas precárias via Imaruí, Armazém e Gravatal, ou então via Santo Amaro e São Bonifácio. A ponte hoje existente na 101 foi construída após aterro na década de 50, oferecendo também passagem ao trem, pois a antiga estava sem condições para a ferrovia. Bem verdade que, além da grande ponte, faltam ainda os túneis dos morros dos Cavalos e Formigão. Mas uma verdade tem que ser dita, todas as rodovias federais em SC – 282, 470, 153, 158, 163, 280 – foram implantadas nos governos a partir de 1964, pois anteriormente havia apenas a 116 no planalto entre Lages e Mafra. 
 
Esta rodovia, dizia- se na época, teria sido construída por imposição dos riograndenses do sul, já que uma ponte não tinha condições para transportar todo o estado de SC. Nesta rodovia, também foi construída a primeira ponte interestadual sobre o rio Pelotas, enquanto as demais passagens eram feitas por balsas. Vale dizer que antes da 101 sul e ponte em Laguna – a primeira -, na viagem entre Florianópolis e Porto Alegre, chegando a Laguna, tinha que atravessar o canal da barra em balsa e depois seguir pelas praias até Torres, no RS.