Os rios sempre foram um dos mais importantes recursos naturais para a sobrevivência da humanidade e demais espécies do planeta. Os rios nos fornecem grande parte da água que consumimos, que usamos para produzir nossos alimentos, de que necessitamos para nossa higiene e que utilizamos para irrigar o solo das áreas agrícolas, assim como nos fornecerem fontes de alimentos.
 
Além disso, os rios também são muito importantes pelo fato de serem usados, em várias regiões, como vias naturais de circulação, ao longo das quais as embarcações se deslocam transportando mercadorias e pessoas; e, ainda, por sua utilização na produção de energia hidrelétrica.
 
Entretanto, com a grande industrialização e o forte crescimento dos centros urbanos, os rios estão cada vez mais poluídos. O nosso Rio Tubarão, por exemplo, encontra-se altamente poluído, sendo que as principais causas são: a intensa atividade de suinocultura, com os dejetos lançados nos cursos d’água; a prática da rizicultura e intensa utilização de agrotóxicos nas culturas locais; o despejo de esgotos sanitários de residências e indústrias; a grande quantidade de resíduos sólidos jogados diretamente nos rios; a poluição provocada pelo beneficiamento do carvão e de olarias; e a degradação da mata ciliar, ou seja, a destruição da vegetação da beira do rio, que influencia diretamente na qualidade das águas do rio.
 
Em vista disso, a Fundação Municipal de Meio Ambiente de Tubarão trabalha para reverter parte desse quadro de degradação. Atividades de fiscalização ambiental nas residências e estabelecimentos instalados na beira rio, palestras de educação ambiental nas escolas e comunidades, incentivo ao descarte adequado dos resíduos sólidos urbanos, e outras, são algumas das atividades desenvolvidas pelos técnicos e fiscais da Fundação.
 
Outra iniciativa do município é a implantação do Plano Municipal de Água e Esgotamento Sanitário (Pmae), que visa atender às disposições da Lei Federal 11.445/2007 e resolver os problemas que dizem respeito ao abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário, conforme apresenta o Decreto 2.538, de 19 de março de 2008.
 
Dessa forma, cabe também à população conscientizar-se sobre a importância do rio para a qualidade de vida de todos, bem como contribuir para a preservação das suas margens, na qual inclui não jogar lixo e não degradar a mata ciliar.
Pois, juntos, podemos construir um futuro melhor!