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Opinião

Setembro Amarelo

Publicado em 14/09/2018 08h00

Anderson Luís Pires Silveira
Estudante de Medicina da UFSM

Leitor, escrevo hoje para propor uma reflexão. Em função do Setembro Amarelo, convido-te a refletir a respeito dos porquês da existência dos altos índices de suicídio que assombram o mundo inteiro. Tal ação reflexiva se faz necessária, porque, infelizmente, por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas desistem da vida. É como se a cada 40 segundos alguém deixasse de viver. Diante desse quadro crítico, sugiro uma reflexão, porque acredito que só poderemos auxiliar na luta pela redução dos índices de suicídio, se compreendermos melhor o referido tema.

Também de acordo com dados da OMS, nove em cada dez casos de suicídio podem ser evitados. Em função dessa possibilidade, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o Centro de Valorização da Vida (CVV) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) estão trabalhando efetivamente na divulgação da campanha de prevenção ao suicídio (Setembro Amarelo). No site da ABP (www.abp.org.br), por exemplo, encontramos a cartilha Suicídio: Informando Para Prevenir. Como vemos, a luta pela redução dos índices de suicídio se desenvolve intensamente. Diante disso, não podemos nos omitir. Precisamos buscar informações, nos mais variados meios, para podermos auxiliar na luta pela redução do número de casos de suicídio.

Para uma abordagem inicial, não é preciso ser, necessariamente, um médico psiquiatra ou um psicólogo. Para perceber que uma pessoa precisa de apoio emocional, faz-se necessário apenas que saibamos ouvir o nosso semelhante. Ao escutar o que o outro tem a dizer, poderemos identificar se há risco de suicídio ou não. Caso venhamos a identificar o risco de suicídio, precisaremos intervir. Ainda que o indivíduo não queira, precisaremos informar aos familiares, ao psicólogo e/ou ao médico desse indivíduo que ele está passando por um momento difícil. Isso porque, após a identificação do risco de suicídio, é preciso lutar pela preservação da vida do indivíduo.

Para que possamos, portanto, auxiliar na luta pela redução dos índices de suicídio, faz-se necessário que saibamos ter a sabedoria para ouvir e a sensibilidade para tentarmos compreender os sentimentos das pessoas que estão ao nosso redor. Isso por que, quando um indivíduo está planejando desistir da vida, ele dá sinais do que está pretendendo fazer. Após a leitura da cartilha Suicídio: Informando Para Prevenir, por exemplo, tornamo-nos aptos a identificar tais sinalizações do indivíduo que está passando por um momento difícil na vida. Em síntese, para reduzir os índices de suicídio, é preciso conciliar os seguintes fatores: informação, compreensão e acolhimento.


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