Preste atenção! O papo é mais sério desta vez. O assunto é a prevenção às drogas e a violência nas ruas da cidade. Nos últimos anos, a criminalidade aumentou consideravelmente em nossa região. É problema da polícia? Não, é de todos nós.

Para manter o diálogo aberto, a Escola Jovem, em Tubarão, há algumas semanas trabalha o tema contra as drogas e a violência. Desde segunda-feira, turmas de alunos do 1º ano do ensino médio assistem a palestras ministradas pelo policial militar e educador Moises Laurindo. O mote é o seguinte: “Respeito e a prevenção às drogas”. A ideia é clara: respeitar a nós e ao próximo é primeira atitude para vencer a criminalidade. Todos nós estamos cansados de saber que as drogas financiam a violência. Por isso, precisamos dar um basta.

“Tento mostrar aos alunos que seu futuro depende das escolhas que realizam, algumas são boas e outras não”, explica o educador. Os alunos aprovaram as palestras. “Moises mostrou o que é a palavra respeito e as consequências que traz para a nossa vida, família”, analisa a estudante Mariana Anacleto, 14 anos (foto).
Nas próximas semanas, os alunos do 2º e 3º ano também assistirão a palestra.

Por que discutir violência na sala de aula?
Como já conversamos, a violência é problema de todos nós. Portanto, um bom local para começar a discussão é na sala de aula. “Temos que ouvir o que os adolescentes pensam sobre a questão”, reflete a supervisora escolar da Escola Jovem, Silvana Aparecida Nogueira.

Redação para desabafar

As reportagens realizadas pelo Notisul sobre a questão de segurança em Tubarão foram levadas para dentro das salas de aula na Escola Jovem. A morte do guarda municipal Marcelo Silva foi amplamente debatida. Os alunos do 2º ano do ensino médio leram recortes levados pela supervisora escolar Silvana Aparecida Nogueira. O texto das alunas Bianca Xavier e Tainara Madeira Ferreira emocionou os professores. Confira um trechinho abaixo:

“A bela cidadezinha do interior do estado de Santa Catarina, conhecida como cidade azul, era um lugar maravilhoso para viver. A população vivia tranquila, não havia roubos, assaltos, assassinatos. As pessoas saíam para o trabalho despreocupadas, andava-se na cidade sem medo. Certo dia, a cidade começou a se transformar. Pessoas perderam o respeito para com o outro. Surgiram roubos, assaltos à mão armada e assassinatos, coisas que a população só ouvia falar nas cidades grandes. A droga foi ocupando espaço das famílias, o amor à vida foi se perdendo.
Até que um belo dia, às 16 horas, Marcelo, pai de família, funcionário da Guarda Municipal, estava fazendo o seu trabalho, foi surpreendido por um assalto em uma relojoaria da cidade. E, ao perceber que algo de estranho acontecia, foi atingido pelos assaltantes com tiros e veio a óbito. (…)
Revoltada, a população pede socorro. É preciso recuperar a cidade, mas para isso precisa-se de providências urgentes(…)”.

Níver da Escola Jovem

Os alunos da Escola Jovem tiveram uma programação especial na semana passada. Na quarta-feira, a escola completou sete anos de existência. Os estudantes de todos os turnos (manhã, tarde e noite) receberam um lanche especial. Um bolo foi preparado especialmente para a ocasião, embalada pela canção “Parabéns para você”.