É uma incógnita para muitos. Porque na eleição passada, ele levou uma votação bem a cima do seu potencial. Boa parte dos votos que recebeu, foram devido às circunstâncias de seus opositores.

Fiz uma leitura muito lúcida já no dia seguinte da eleição passada e vou relembrar aqui. Joares entrou na briga com uma desvantagem assustadora em relação ao seu principal opositor, Carlos Stüpp, o popular Alemão.

Nas primeiras pesquisas aparecia com um percentual pequeno de intenções de votos. Uma média de 8% da preferência do eleitorado. Era o terceiro entre os quatro postulantes.

Stüpp disparava com média de 46 pontos percentuais. Olavio Falchetti, prefeito na época, concorria à reeleição figurando em segundo lugar com média de 15% e o Edi da Farmácia 4%.

Assim, foi dada a largada para o último pleito para prefeito em Tubarão. Joares foi rápido, partiu para cima do eleitorado. Apresentou-se como uma grande renovação.

Com um plano de governo muito bem estudado e elaborado, criou uma expectativa no eleitorado tubaronense de que faria a cidade, ou melhor, ou o município dar um salto gigantesco em desenvolvimento. Isso em todas as áreas.

Com isso, e devido a grande rejeição de Stüpp, Joares não teve dificuldades de rapidamente assumir o segundo lugar nas intenções de votos dos tubaronenses.

E a distância entre Stüpp e Joares só diminuía na medida em que grande parte dos eleitores mais atentos e que fariam qualquer coisa para derrotar Stüpp percebiam que uma virada era possível.

Parecia mais uma campanha contra Stüpp do que a favor de Joares. Não vou me estender, porque vou voltar a esse assunto, mas resumindo, uma pesquisa encomendada pelo Notisul e realizada pelo IPC, faltando uma semana para as eleições apontou uma diferença de apenas pouco mais de 8 pontos percentuais a favor de Stüpp.

Isso foi a informação que faltava para os opositores de Stüpp, que estavam espalhados apoiando os outros candidatos virem apoiar e votar em Joares, pois ele era o único entre os três opositores que tinha reais chances de derrubar Stüpp. Inclusive, um grande grupo do PMDB (MDB), que formava coligação com o PSDB de Stüpp e estavam ‘engolindo’ com dificuldades a parceria, saltaram do barco e foram apoiar Joares.

Na sexta-feira que antecedeu a eleição, o Notisul/IPC publicou sua última pesquisa e a diferença em favor de Stüpp já era menos de 2%. Literalmente um empate técnico.

Esse empate mais uma vez criou um grande ânimo nos opositores de Stüpp e uma leva ainda maior de eleitores do Falchetti, do Edi e do próprio Stüpp engrossaram o eleitorado do Joares, dando a ele no domingo a vitória com um percentual acima de qualquer expectativa.

Mas e agora, com candidatos opositores de baixíssima rejeição e com uma administração que está desagradando uma grande parcela do eleitorado tubaronense, será que Joares vai conseguir conquistar votos o suficiente para uma reeleição?

Muitos apostam que não. O próprio Joares se mostra inseguro e uma de suas estratégias é de reforçar o seu exército de apoiadores. Opositores de ontem, aliados de hoje.

Inclusive, veículos de imprensa de Tubarão, que atuaram aberta e declaradamente contra Joares na eleição passada, atualmente são verdadeiros porta-vozes da atual administração. Mas, isso é um tema que merece um capítulo exclusivo em uma coluna futura.