José Adilson Rodrigues dos Santos, mais conhecido como Maguila, faleceu na última quinta-feira, dia 24, aos 66 anos, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O pugilista, diagnosticado com encefalopatia traumática crônica (ETC) desde 2013, foi um dos maiores nomes do boxe no país e acumulou títulos ao longo de sua carreira na categoria peso-pesado. Maguila, que projetou o nome do boxe brasileiro internacionalmente, lutou contra uma série de complicações de saúde, incluindo um nódulo no pulmão identificado recentemente.
Carreira consagrada no boxe e títulos expressivos
Ao longo de uma trajetória que conquistou o respeito nacional e internacional, Maguila acumulou diversas vitórias:
– Campeão brasileiro e sul-americano de boxe
– Conquistou o título mundial em 1995 pela Federação Mundial de Boxe
– Obteve 77 vitórias em 85 lutas, com 61 nocautes
Sua fama cresceu com a transmissão de suas lutas pela TV Bandeirantes e com o apoio de Luciano do Valle, popularizando o esporte no Brasil.
Luta contra a encefalopatia traumática crônica
Desde 2013, Maguila lidava com os efeitos da encefalopatia traumática crônica, uma doença degenerativa também conhecida como “demência pugilística”:
– Passou por internações longas e dificuldades alimentares
– Utilizou tratamento paliativo e acompanhamento médico especializado
A doença, frequente em lutadores, resulta do impacto repetitivo no crânio e foi um desafio enfrentado por Maguila até o fim de sua vida.
Legado de Maguila fora dos ringues
Além de sua carreira esportiva, Maguila contribuiu de diversas maneiras:
– Criou a ONG Amanhã Melhor, levando o boxe para jovens carentes
– Participou de programas televisivos e lançou um álbum de samba em 2009
– Candidatou-se a deputado federal em 2010, defendendo causas sociais
Suas atividades além do esporte consolidaram Maguila como uma figura popular e de influência no Brasil.
Nota da família e homenagem pública
A família divulgou uma nota de pesar em redes sociais, agradecendo o apoio e pedindo respeito à privacidade neste momento de luto. O corpo de Maguila foi velado em cerimônia aberta ao público na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), permitindo que fãs e admiradores pudessem se despedir. Maguila foi enterrado na sexta-feira, dia 25, no Cemitério Lágrimas, em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo.