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Lily Farias

Caindo na real

Publicado em 04/12/2018 00h21

O PSL/SC relutou em fazer uma coligação partidária durante a campanha, mas no processo de transição entendeu que precisa sim de coligação, pelo menos para manter a governabilidade. Dois dos quatro nomes indicados para assumir secretarias no governo Moisés darão continuidade ao atual governo (MDB): Paulo Eli (Fazenda) e Leandro Lima (Administração Prisional), braços direito de Eduardo Moreira. A escolha de Moisés desagradou eleitores e parte da equipe de transição, mas o fato é que uma mudança imediata numa pasta econômica pode resultar em um retrocesso financeiro para o Estado. O problema é que o mote da campanha do PSL era a renovação e os eleitores esperavam agora essa uma mudança. O PSL tinha o entendimento de que fazer parte do sistema depende de acordos, e poderia deixar um diálogo aberto com os eleitores para não haver decepção como aconteceu ontem. A justificativa do governador eleito é que a continuação destes nomes se dá pela competência de Eli e Paulo, além de serem funcionários de carreira, como foi prometido. Pode ser que essa mudança aconteça nos próximos meses, até a equipe ficar alinhada integralmente com a situação econômica e se tornar 100% independente, como Moisés pregou na campanha e por isso chegou lá.


Acertou na mosca!

Os outros dois secretários divulgados pelo Comandante Moisés foram Jorge Eduardo Tasca (Administração), e Helton de Souza Zeferino (Saúde). Digo que “acertou na mosca” porque foram as palavras da equipe de transição e dos eleitores do PSL em Santa Catarina. Ao todo serão dez secretarias principais: Fazenda, Administração Prisional, Desenvolvimento Sustentável, Administração, Educação, Segurança Pública, Agricultura e Pesca, Saúde, Desenvolvimento Social e Infraestrutura e Mobilidade. Não há previsão de quando serão divulgados os novos nomes.

Enquanto isso...

Lucas Esmeraldino aguarda uma nomeação, pelo menos se colocou à disposição do governo do Estado. Há rumores de que poderia assumir a Casa Civil, mas ele mesmo negou. Ainda pelas nossas terras, três tubaronenses foram cogitados para assumir a Secretaria de Estado da Educação: dois são ex-reitores da Unisul, Salésio e Silvestre Herdt. O outro é Felipe Felisbino, professor da Unisul e coordenador-geral de Educação do Ministério da Educação.

Sobre a extinção das ADR’s

O coordenador de transição, Luiz Felipe Ferreira, reafirmou que a partir de 1º de janeiro de 2019 começará a extinguir as ADRs e o processo pode levar de 4 a 6 meses.

A Onda Bolsonaro
Que a eleição de Bolsonaro apertou o botão “reset” na política todo mundo já sabe. Mas como o PSL/SC conseguiu levar os catarinenses às urnas e votar em massa no 17 foi um segredo que mereceu ser compartilhado e o consultor político Laércio Menegaz contou aos mais de 400 participantes do seminário sobre “Futuro político de Santa Catarina e do Brasil”. O evento foi neste sábado no Parque Ambiental Encantos do Sul, em Capivari de Baixo.  Laércio foi coordenador de campanha do partido no Estado, e admitiu que a “Onda Bolsonaro” ajudou muito na vitória, mas no início, lá em 2017, chegou a acreditar que o capital político do então deputado federal “derreteria” naturalmente com o passar do tempo. Mas não foi isso que aconteceu. A eleição foi decidida nas redes sociais, por eleitores insatisfeitos e sedentos por mudança.

Estratégia

E foi ali que a equipe concentrou todas as forças, principalmente no WhatsApp. Unificou a linguagem dos 6 segundos de TV com a linguagem infinita da internet e o resultado foi a mudança por completo (Governador e Presidente). Contrariando a própria vontade de Bolsonaro que não tinha projeto de eleger Governador em nenhum estado, o foco era o Senadores e Deputados Federais.

Por Santa Catarina

“A partir de 1º de fevereiro meu partido se chamará Santa Catarina”, alfinetou o deputado estadual eleito Júlio Garcia (PSD).  Pelas palavras do veterano, tudo indica que ainda há ruídos na comunicação entre ele e o candidato a Governador Gelson Merísio, do seu partido. Júlio apoiou abertamente Comandante Moisés neste pleito. A declaração foi dada durante o seminário “O futuro Político de Santa Catarina e do Brasil”, que aconteceu em Capivari de Baixo neste fim de semana durante um painel com deputados eleitos.



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