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Leis e Ladainhas - Felipe de Souto - Advogado

Balas Toffee” de chocolate, por favor!

Publicado em 24/10/2019 00h18

Um dia desses, depois de ler uma reportagem que tratava de ‘Como economizar na compra de passagens aéreas’, fiquei pensando se o fato de algo não ser ilegal e não ser proibido, nos permite tomar decisões sem que deixemos de ser honestos ou éticos.

O truque para economizar na compra de passagens aéreas, que li em uma reportagem, é conhecido como ‘skiplagging’ e, funciona da seguinte maneira: digamos que alguém queira voar de Florianópolis para São Paulo, mas a tarifa é muito cara.

A pessoa compra então uma passagem de Florianópolis para Belo Horizonte com escala em São Paulo porque custa menos do que o vôo direto. E, desembarca em São Paulo sem utilizar o trecho final da passagem. Desta forma, o passageiro não completa a jornada inteira que reservou, mas economiza dinheiro fazendo isso.

A prática do skiplagging não é considerada ilegal, mas será que é uma conduta ética e correta? Não pretendo responder se é correto ou não praticar o skiplagging, entretanto, serve como exemplo para pensarmos sempre um pouco além já que, às vezes, o sistema legal não trata de determinado assunto. Podemos analisar a questão sob o ponto de vista mais filosófico.

Vivemos um momento no Brasil que é propício para adotarmos uma mudança de postura: fazer o que é certo sempre, ainda que ninguém esteja nos observando. Manter condutas éticas acima de tudo, ainda que a legislação nada diga a respeito.

Só vamos mudar a realidade do nosso querido Brasil quando a mudança iniciar em nós, na nossa família, dentro de nossas casas.

E, já que estamos tratando de assuntos aéreos, existem algumas empresas de baixo custo operando no Brasil, conhecidas como Low Cost. Os preços são bem atrativos, mas é preciso saber que os serviços prestados são bem diferentes dos normais. Tenham ciência disso: ‘diferente’ para menos, bem menos.

Esqueça os salgadinhos da ‘Mãe Terra’ servidos como cortesia; ‘balas Toffee’ de chocolate, nem pensar! Aquele espaço micro para esticar as pernas, dependendo a companhia aérea, foi pelos ares, você vai viajar na mesma posição do início ao fim!

Minha experiência com empresa aérea de baixo custo foi um pouco traumática, tanto por minha ignorância, como pela falta de zelo da empresa com os clientes. Voei recentemente com a Ryanair e em muitos momentos considerei que não conseguiria embarcar, tamanha eram os empecilhos burocráticos para realizar o Check-in. O preço que paguei de fato foi muito abaixo do normal. Mas o serviço de bordo era inexistente e vendiam até ‘raspadinha’ para tentar a sorte. Até o uso do banheiro a Ryanair pretende cobrar!

Só que no Brasil existe um negócio chamado Código de Defesa do Consumidor e, ainda que empresas de baixo custo cobrem menos pelos serviços ‘não prestados’,  não significa que o passageiro esteja desamparado pela lei. Apertem os cintos, tragam seu sanduíche de casa, penico e similares e tenham todos uma ótima viagem!


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