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Inteligência Financeira - Camila Scussel

Bom momento para renegociação de dívidas

Publicado em 27/09/2019 00h39

No último dia 18, o comitê de políticas monetária cortou mais uma vez a taxa Selic anual, batendo um recorde histórico de 5,5% ao ano.

Notícias sobre essa tal famosa taxa são bastante comuns, mas a maioria das pessoas escuta sem saber direito no que isso as afeta. Pois bem, explico de forma bem simples nas linhas abaixo.     
Taxa Selic é a taxa básica da economia, todas as outras taxas giram em torno dela. Quando a Selic está em baixa, a inflação também está, e isso o que demonstra que a economia está equilibrada e demonstrando sinais de recuperação. A meta da inflação para o próximo ano é de 4% ao ano.

Talvez você esteja se perguntando: mas se a inflação está em baixa, porque minha compras mensais continuam subindo de preço? Para compreender, é necessário entender como a inflação é medida. Temos no Brasil dois índices inflacionários oficiais: o IPCA e o IGPM. Esses índices são medidos com base na média do aumento de preço de uma cesta de produtos. Dessa forma, produtos que não fazem parte dessa cesta não vão refletir o índice de inflação oficial. Além disso, é importante atentar que se trata de uma média, alguns produtos tem uma variação de preço maior e outros menor.

Mas não são apenas o preço dos produtos nos supermercados que são afetados pela taxa Selic. Conforme já falamos, a taxa Selic em baixa sinaliza uma economia equilibrada. Isso estimula a expansão de grandes empresas, o que resulta em uma maior oferta de posto de trabalho. A expansão dessas grandes empresas, oportuniza a abertura de pequenas e medias empresas que fornecem suprimento para as grandes, ou para seus funcionários. Ou seja, outros tantos postos de trabalho são criados.

Com a Selic baixa também é uma oportunidade de acessar créditos mais baratos no mercado. Isso não é um incentivo ao endividamento, muito pelo contrário, é uma sugestão para verificar se aquele empréstimo ou financiamento, que já foi contratado, não está cobrando juros mais caros do que outra instituição cobraria. Se esse for o caso, negocie com seu banco. Se não for tiver negociação peça portabilidade (transferência) do financiamento para outra instituição que cobra juros menores.

Por fim, mas não menos importante, tem-se o incentivo aos investimentos. Quem não sair da caderneta de poupança agora merece um puxão de orelha. Explico: a sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais TR (TR significa taxa referencial, é sempre uma taxa muito baixa, no último ano foi zero). Com a Selic a 5,5% ao ano, a poupança, que já era raquítica, está rendendo míseros 3,85% ao ano.

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