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Inteligência Financeira - Camila Scussel

Tesouro direto

Publicado em 01/06/2019 00h12

Ouvimos com muita frequência sobre tesouro direto. Para os menos familiarizados, o assunto ainda gera algumas dúvidas. Para saná-las, trouxe esse tema para a coluna de hoje.

Tesouro direto é um programa do tesouro nacional em que os títulos da dívida pública são negociados. Para desenvolver o país, uma dívida imensa foi criada. Este débito está próximo a quatro trilhões. Em 2002, o governo começou a emitir títulos para capitar dinheiro para ir saldando essa dívida à medida que fosse vencendo. As pessoas que compram os títulos emprestam dinheiro ao governo para que ele pague suas dívidas. Em contrapartida, o governo devolve acrescido dos juros previamente estabelecidos.   

“E o governo paga, Camila”? Essa é pergunta bastante comum que as pessoas fazem quando estão começando. Até mesmo com certa descrença... “Como assim emprestar dinheiro para o governo, mais arriscado do que emprestar para o cunhado”. Brincadeiras à parte, a realidade é que títulos públicos nacionais é o investimento mais conservador que existe, pois o governo tem supremacia. Não se visualiza nenhum risco de o governo dar calote na dívida interna, ou seja, não pagar seus credores que investiram no tesouro. O primeiro sinal de que o governo pode dar calote em suas dívidas são aumento descontrolado nos juros e, consequentemente, na inflação. Estamos com juros e inflação bem controlada há algum tempo.

Importante ressaltar, quando ocorre do governo dar calote, é um “salve-se quem puder”, ou seja, nessa hipótese, em praticamente qualquer ativo brasileiro que esteja aplicado seu dinheiro, você irá perdê-lo. Igualmente importante dizer que, nesse tipo de situação extrema, o governo também pode imprimir papel da casa da moeda para pagar os débitos contraídos com os investidores do tesouro. Logicamente isso seria apenas uma solução paliativa, ninguém quer isso.

Atualmente, há dez títulos do tesouro direto sendo negociados. São chamados pré-fixados aqueles cujos valores pagos no dia do vencimento já são informados na hora da compra. Os pós-fixados IPCA, pagam uma determinada taxa, que varia diariamente, mais a inflação do período, título bem interessante para manter o poder aquisitivo ao longo dos anos sem ter o dinheiro “corroído” pela inflação. Já o pós-fixado Selic é o conservador do conservador, é o título do tesouro que tem liquidez diária, ou seja, ele rende todos os dias e é possível retirá-lo a hora que quiser, sem risco de sacar menos. Os pré-fixados e os pós IPCA também é possível sacar a qualquer hora, mas a rentabilidade não segue uma linha reta, ela sobe e desce. Caso não seja mantido até a data do vencimento, pode ser que saque menos, ou mais do que o previsto.

Para quem se interessou, visite o site do tesouro direto, onde tem todas informações. A página é bem amigável e de linguagem acessível. É possível também fazer curso de tesouro direto gratuitamente. Gostou do assunto? Ficou com dúvidas? Pergunte nas minhas mídias.

Instagram: @planejamento_financeiro_camila;             

 YouTube: Juro que dá certo

“Ainda não acredito... E você?


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