A nova Diretoria da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol-SC), para o biênio 2021/2023, foi empossada nesta quinta-feira (29). A Delegada Vivian Selig foi empossada como Presidente. Por medida de segurança em função da pandemia, o ato ocorreu em cerimônia virtual a partir da sede da entidade, em Florianópolis.

Eleita em março em votação de chapa única, a nova gestão assume reforçando a bandeira da união da categoria na defesa das suas prerrogativas e na luta por demandas consideradas prioritárias, como a Previdência dos policiais civis, reposição inflacionária e plano de carreira dos delegados.

Formada em Direito, com especialização em Ciências Criminais e Gestão Pública e pós-graduanda em Direito das Mulheres, a Delegada está há 15 anos na Polícia Civil catarinense. Teve passagem por Joinville e há 11 anos está sediada no Sul do Estado, onde ocupou o cargo de Delegada Regional em Tubarão. Ela sucede o Delegado de Polícia Rodrigo Falck Bortolini no comando da Associação. A nova diretoria é composta por 25 membros (veja abaixo) e terá como vice-presidentes os delegados Gustavo Kremer (1º) e Mauro Dutra (2º).

Em sua primeira manifestação no cargo, a presidente destacou que o período é de incertezas para a categoria, com desafios urgentes a serem enfrentados com energia. Ela pontua como urgências a busca por uma previdência digna, com integralidade e paridade, reposição inflacionária no sentido de recompor o poder real de compra dos policiais civis e o plano de carreira que possibilite aos delegados a célere ascensão na carreira.

“Os policiais civis de Santa Catarina estão desde o ano de 2013 sem reajuste e sem a obtenção de qualquer reposição inflacionária. Além do mais, não foram contemplados com as mesmas regras de previdência social dos militares federais e estaduais, o que causa um tratamento desigual entre as instituições que compõem a segurança pública. Não obstante, o plano de carreira atual da Polícia Civil de Santa Catarina prejudica a progressão funcional de seus integrantes, já que fica impossível a promoção na carreira pela falta de vagas nos seus últimos níveis”, elencou a Presidente da ADEPOL.

Para Vivian, a falta de reconhecimento e valorização da Polícia Civil catarinense causa desmotivação, implicando na evasão de servidores dos seus quadros com impacto na vida da sociedade. Ela congregou os Delegados de Polícia das diversas regiões do estado no enriquecimento do debate com vistas ao fortalecimento da classe. “O tempo é de vigilância constante pela manutenção das atribuições da Polícia Judiciária e Investigativa, conquistadas a duras penas ao longo dos anos, sendo certo que qualquer ofensa ou violação será prontamente objeto de atuação pela ADEPOL”, destacou.

A posse de Vivian também marca a retomada do protagonismo feminino na entidade. Vivian é a segunda mulher a assumir a presidência da Associação. Antes dela, a Delegada Sonêa Maria Ventura Neves comandou a ADEPOL na gestão 2007/2009. “É um momento que também retrata os avanços no que se refere a equidade de gênero, tão importante para aumentar a proporção e a conscientização, com a inclusão de mulheres em posições de protagonismo e liderança”, destaca Vivian.

 

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