Carolina Carradore
Tubarão

A situação é cada vez mais complicada entre o legislativo e o executivo de Tubarão. O motivo ainda é os dois projetos, da prefeitura, retirados da pauta da sessão extraordinária da semana passada. As matérias prevêem dois financiamentos (total de R$ 9 milhões) à construção do centro administrativo municipal e o reaparelhamento do setor tributário.

Os vereadores da base oposicionista (Caio Tokarski, Evandro Almeida, Ivo Stapazzol e Geraldo pereira, o Jarrão) recusaram-se a votar os projetos sob a alegação de que faltavam explicações quanto ao conteúdo. Ontem, uma reunião estava agendada entre secretários e vereadores, para uma nova explanação. Os peemedebistas, no entanto, levaram um bolo. E a mando do próprio prefeito, Manoel Bertoncini (PSDB), que considera as matéria já muito bem explicadas.

Após uma hora de espera, o presidente da câmara, João Batista de Andrade (PSDB), o Sargento Batista, avisou os colegas de que os secretários não compareceriam. O resto da indignação dos oposicionista ficou por conta de saberem que os colegas da base aliada foram avisados do cancelamento da reunião no fim da tarde de segunda-feira.

“Fomos desrespeitados. Eles não foram porque, na verdade, não sabem explicar os projetos. A câmara não é o quintal da prefeitura, a ditadura acabou”, dispara o vereador Caio Tokarski. Amanhã, uma nova sessão extraordinária está agenda. Na pauta: os dois projetos remanescentes. A dúvida é se os peemedebistas vão aprovar as matérias. Até mesmo os vereadores da base aliada não se sentem seguros disso.

“Não assino cheque em branco”

O vereador Deka May (PP) não concordou com a atitude do prefeito Manoel Bertoncini (PSDB), de ter suspendido a reunião entre os colegas da casa e os secretários, ontem. “Não entendi porque da atitude. Ele tem alguma coisa para esconder? Era só para esclarecer dúvidas quanto ao projeto, um direito dos vereadores”, argumenta.

Amanhã, quando os dois projetos que pleiteiam autorização para financiamentos retornam a plenário, em nova sessão extra, Deka limita-se a dizer que votará conforme sua consciência. Já o colega de bancada, Dionízio Bressan, é enfático: só votará a favor se mais informações dos projetos foram fornecidas. “A minha posição é clara. Não vou assinar um cheque em branco”, enfatiza.