Autoridades estão preocupadas com impactos ambientais e melhor aplicação do dinheiro público  -  Foto:Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Tubarão/Divulgação/Notisul
Autoridades estão preocupadas com impactos ambientais e melhor aplicação do dinheiro público - Foto:Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Tubarão/Divulgação/Notisul

Tubarão

Uma reunião, nesta sexta-feira, na Associação Empresarial de Tubarão (Acit), discutiu o projeto de redragagem do rio Tubarão. Lideranças ambientais e políticas participaram.

A obra, que vai atingir a Cidade Azul, Capivari de Baixo e Laguna, segundo o primeiro projeto aprovado em 2010, tinha custo bem abaixo dos cerca de R$ 500 milhões necessários, segundo o engenheiro civil André Labanowski, da Terra de Anita, que trabalha em uma consultoria. “A última informação que eu tive, a mais de um ano, é que havia recursos na ordem de R$ 100 milhões, que não seria o suficiente para cobrir todos os custos. Não sei de qual ministério e se já não expirou o prazo para requerer o dinheiro”, questiona.

Três audiências públicas são previstas para o próximo mês em cada um dos três municípios envolvidos. Conforme um dos integrantes que participou da reunião desta sexta, Claudionor de Sousa dos Santos, para que seja concluído o projeto ambiental o grupo quer a proteção das margens do rio, que são consideradas instáveis. “Outro aspecto importante é a questão da salinização. Com a redragagem do rio a água salgada vai avançar muito mais até a captação de água, e isso pode trazer problemas futuros”.

O objetivo do projeto é evitar novos impactos ambientais e catástrofes, como a que ocorreu em 1974, na enchente. “Além da parte física, de proteção, essas obras irão minimizar os transtornos. Os estudos ambientais são para ver que tipo de impacto poderá ocorrer”, conclui André.